Pau Víctor relembra experiência na equipa principal do Barcelona: «Flick pediu ao Lewandowski para ser como o meu pai»

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Pau Víctor analisou a sua temporada de estreia ao serviço do Braga e relembrou a passagem pela equipa principal do Barcelona.

Pau Víctor brilhou na sua primeira temporada em Braga, apenas quatro anos depois de ser emprestado pelo Barcelona ao Sabadell, no terceiro escalão do futebol espanhol. Em entrevista à Sport, o avançado de 24 anos começou por refletir sobre a rápida evolução na carreira:

«Muitas vezes falo disso com as pessoas à minha volta, de nem acreditar onde estou. No ano passado, estava a jogar na equipa principal do Barça, algo que me parecia impossível, apesar de ser o meu sonho desde pequeno. Tentei aproveitar ao máximo e aprender tudo o que pude, mas só quando se sai de lá é que se percebe a magnitude de tudo isso. E hoje, a jogar no Braga, a disputar competições europeias, a ser um jogador importante… É difícil de assimilar. E estou muito grato por tudo».

O jovem espanhol analisou a temporada de estreia ao serviço dos gverreiros:

«Acho que, no início, não comecei da melhor maneira possível. Tive alguma dificuldade em adaptar-me a Portugal, mas depois, com a confiança do treinador, dos meus colegas e de toda a equipa técnica, as coisas foram melhorando. Acho que o segredo foi, em parte, não desistir, acreditar em mim, continuar a treinar e continuar a fazer as mesmas coisas que fazia fora do campo. E, bem, no final, os resultados apareceram. Marquei 17 golos este ano, espero que no próximo sejam mais».

De seguida, referiu que o seu desempenho poderia justificar uma convocatória de Espanha para o Mundial 2026, mas reconheceu a qualidade dos jogadores chamados:

«Acho que poderia ter sido convocado. A verdade é que é muito complicado, porque há jogadores excelentes. E é verdade que, por estar em Portugal, torna-se mais difícil entrar numa pré-lista da seleção. Continuo a trabalhar para me manter sempre entre as possibilidades. É verdade que seria um sonho poder fazer parte da seleção e estou a trabalhar para isso, mas os jogadores que foram convocados também tiveram um ano incrível e terei de trabalhar mais para chegar lá».

Pau Víctor revelou ainda o impacto da transferência para o Braga na sua confiança:

«Acabei por encontrar a verdadeira sensação de me sentir um jogador profissional, porque no Barça, por mais tempo que lá tenha estado, jogava muito pouco e não me sentia um jogador importante na equipa. No Braga, bem, sinto isso. Sinto-me um jogador importante, que tem continuidade, que cresce à medida que vai ganhando minutos e estou muito feliz lá. Desde o primeiro momento que me fizeram sentir um jogador especial e isso é algo que se agradece».

O avançado deixou um agradecimento ao treinador do Barcelona, Hansi Flick:

«Há outros treinadores que, se não jogares, te deixam de lado e não te dão qualquer explicação. Ao Flick, estou grato por ele ter estado sempre atento a mim e por me ter dado conselhos sobre como melhorar ou como observar outros colegas para evoluir. E, no final, tens de estar ciente de onde estás, de que é o teu primeiro ano na Primeira Divisão, dos jogadores que tens à tua frente e de que a tua oportunidade pode surgir a qualquer momento».

Relembrou o papel atribuído a Robert Lewandowski durante a sua passagem pela equipa principal dos culés:

«O Flick deu-me muitos conselhos, mas acho que o melhor que fez foi praticamente pedir ao Robert Lewandowski para ser um pouco como um pai para mim, por assim dizer, nos treinos, e o Robert estava sempre muito atento a mim. Dava-me muitos conselhos sobre tudo e mais alguma coisa. Dentro da área, para mim, ele é o melhor jogador com quem já joguei e estar lá com ele e receber tantos conselhos sobre como finalizar, como me posicionar, como marcar o defesa-central para fazer outras coisas… Bem, imagina só. Aprendi muito com ele e estou muito grato».

Pau Víctor falou também sobre as relações com outras estrelas como Lamine Yamal e Raphinha, entre outros:

«Fora do campo são pessoas incríveis que vou guardar para sempre no meu coração. Continuo em contacto com a maioria deles e, na verdade, é incrível ter aprendido com eles. São pessoas muito boas».

Por fim, referiu que também encontrou um ambiente familiar no balneário do Braga:

«Sim, a verdade é que fiquei surpreendido, porque estava um pouco apreensivo por pensar: «Caramba, vou para um país novo pela primeira vez, não sei que ambiente vou encontrar». Quanto à língua, bem, conheço-a mais ou menos graças ao meu parceiro, mas, no fim de contas, é uma língua nova e, na verdade, acabou por ser super fácil para mim. O ambiente no Braga é incrível, muito familiar; sinto-me muito à vontade na equipa e, na verdade, isso transmite-se dentro do campo e depois reflete-se nos resultados. O treinador, quando contrata jogadores, sempre me disse que tenta encontrar boas pessoas, e isso tem-se visto no balneário. É uma equipa de pessoas incríveis. Ninguém está acima de ninguém e estamos todos a remar na mesma direção».

Pau Victor
Fonte: Paulo Ladeira/Bola na Rede

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