Em entrevista ao O Jogo, TSF e JN, André Villas-Boas abordou as idas da Seleção Nacional à praia e a gestão de minutos de Cristiano Ronaldo.
André Villas-Boas esteve à conversa com O Jogo, TSF e JN, numa entrevista em que analisou vários aspetos do arranque de Portugal no Mundial 2026. O presidente do FC Porto começou por desvalorizar o empate frente ao RD Congo, apontando para os resultados negativos de outras grandes seleções:
«Em primeiro lugar, do ponto de vista desportivo, conta pouco. É possível inverter, é possível que Portugal ganhe na mesma o Campeonato do Mundo que alimenta os sonhos de todos os portugueses. É uma entrada em falso que aconteceu com muitas outras seleções que empataram os seus primeiros jogos, desde logo as favoritas. A Espanha também empatou e há muitas outras seleções nacionais que são candidatas que empataram e que tiveram dificuldades. Portanto, em primeiro lugar, enquadrar do ponto de vista da qualificação. Do ponto de vista desportivo, a exibição foi fraca, não esteve à altura do que é uma geração de ouro absoluto do futebol português. Isso parece-me evidente, penaliza-nos e obriga-nos a uma semana de críticas absurdas e de dúvidas relativamente à qualidade de cada um daqueles jogadores».
De seguida, André Villas-Boas tocou no tema das polémicas idas à praia em Miami por parte da Seleção Nacional:
«Portanto, acho que tem que haver um enquadramento natural do processo competitivo e esse acho que não está em causa. É altura de repensar, de se refocarem, de pensar estratégias, se calhar de irem menos à praia e de irem mais à sala de reuniões. E, evidentemente, nessa força da união, Portugal tem todas as condições ainda para se qualificar, que também era o que mais faltava num grupo daqueles. Posto isto, ambições ainda desmedidas, porque é uma geração de ouro, porque queremos, ambicionamos muito, porque queremos também que o maior talento do futebol mundial, o homem que deu tanto a Portugal (Cristiano Ronaldo) saia agarrado ao troféu de campeão do Mundo, tal como Messi fez no Catar».
Por fim, o antigo treinador falou sobre a gestão de minutos de Cristiano Ronaldo aos 41 anos:
«Isso faz parte da gestão do treinador. O treinador gere como bem entender o máximo goleador da história do futebol. E ele saberá melhor como geri-lo. Agora, a verdade é que sim, a Seleção Nacional obrigou-nos a esta semana dura de repensamento, de críticas, de dúvidas e de penalização, mas penso que se reencontrará. Queremos querer, talento suficiente tem para o fazer e acho que dará a melhor imagem no próximo jogo»

