João Félix esteve presente esta segunda-feira em conferência de imprensa. Internacional português falou sobre vários temas.
João Félix falou aos jornalistas em conferência de imprensa nesta segunda-feira, dia 29 de junho. Depois da fase de grupos, Portugal, que terminou em 2.º lugar atrás da Colômbia, vai jogar contra a Croácia para os 16 avos de final do Mundial 2026.
«Foi um jogo complicado, como sabíamos que seria. A Colômbia não é uma seleção fraca, todos sabem da qualidade individual e coletiva que têm. Acho que entrámos um pouco no jogo deles, um jogo de muito transição. Tivemos pouco controlo, hoje vamos analisá-lo. É ver e melhorar. É o que podemos fazer», começou por dizer João Félix em conferência de imprensa.
João Félix mostra-se confiante:
«Posso dizer e prometer é trabalho, dedicação. Que estejam tranquilos. Não é por termos empatado dois jogos que estamos menos confiantes. É o Mundial. Todos os jogos são complicados. A malta só tem de estar tranquila. Temos muita confiança de que vamos ganhar à Croácia e faremos tudo para passar à próxima fase».
João Félix continuou a falar sobre a Croácia:
«Conhecemos bem a Croácia, já jogámos inúmeras vezes contra eles. Sabemos o que temos de fazer. Até é uma mais valia, estamos habituados a vê-los jogar, já jogamos contra eles. É analisar e aproveitar da melhor forma. Já disse ao Move [conhecido streamer] que, se estiver do lado da baliza para onde estamos a atacar, vou roubar a peruca e metê-la. Esperemos que aconteça».
João Félix foi questionado sobre se é preciso mudar alguma coisa ou não:
«Cabe ao mister decidir. Do primeiro para o segundo houve mudanças. Correu bem, já parecia que estava tudo perfeito. No terceiro não acho que estejamos estado mal. O mister é que toma a decisão final. A malta que tem entrado tem ajudado bastante. Quem estiver no 11 vai ajudar. Se alguém entrar no onze vai dar a mesma resposta. Essa tem de ser a mentalidade de todos».
João Félix foi questionado pelo penálti falhado contra a França e disse o seguinte:
«Desde pequeno comecei a ir a torneios com 9,10,11 anos, o meu pai sempre me dizia para assumir seja no jogo ou penáltis. O meu pai sempre me incutiu isso. Claro que esse momento foi difícil ali na primeira semana, mas faz parte da carreira de um jogador: ter adversidades. Ver isso como uma aprendizagem. Se tiver outro penálti para bater vou assumir».
João Félix falou sobre a fase a eliminar e reagiu a elogios dos colegas:
«Sendo a eliminar há sempre aquela desconfiança, ou ganhas ou perdes. É o que o mister quer dizer. A atenção tem de ser redobrada, qualquer deslize pode ser fatal. Agora é mata ou morre. Temos de estar melhores do que o adversário. Elogios? Não gosto muito de falar de mim mesmo, é bom ouvir esses elogios de pessoas que me são próximas e pelas quais tenho carinho. É sempre bom, agradeço», referiu ainda João Félix.
João Félix falou sobre a parceria com Cristiano Ronaldo:
«Um ano a jogar juntos é muito tempo, dá para conhecer bem o colega. Já conhecia de jogar aqui na seleção, mas jogando com ele um ano inteiro no Al Nassr é diferente. Dá para perceber muito melhor o que precisa, o que gosta. Acho que fazemos uma boa dupla, sabe onde gosto de receber a bola e vice-versa. É uma mais valia seja onde for».
João Félix foi questionado sobre se é mais fácil jogar contra equipas europeias:
«Depende da seleção, mas sendo europeia, o estilo de jogo, a forma de encarar é semelhante. Jogamos muito mais vezes com essas. É uma mais valia. Sabemos como jogam, as qualidades e debilidades. É analisar e aproveitar bem. Temos ganho à Croácia. Temos mais vitórias nos últimos jogos. É uma mais valia, mas que isso não seja um facto para relaxar. É encarar o jogo de uma forma séria. Sabemos bem como é. É encarar com seriedade e profissionalismo».
João Félix falou sobre a Liga da Arábia Saudita:
«É claro que a intensidade se calhar não é a mesma do resto dos campeonatos, mas o campeonato é competitivo. Eu não achava antes. Intensidade? Quando vim à seleção não senti diferença para com os companheiros e adversários. Sinto-me bem. Se te preparares bem, independentemente da liga onde jogues, acabas por estar bem».
João Félix falou sobre o seu momento:
«Chego mais confiante do que nunca, foi uma ano incrível, feliz por termos ganho o título. Sinto-me preparado para ajudar. Estou cá para ajudar, seja 70 ou 10 minutos. No que puder ajudar, eu vou ajudar».
João Félix voltou a falar sobre o jogo frente a Colômbia:
«Um jogo complicado, entrámos no jogo deles, tivemos pouco controlo, o que não nos favorece. Foi a principal falha. Precisamos de ter controlo. Se controlarmos ditamos os ritmos. Se não o fazemos acabamos por ter dificuldades».
«Muitos falam, muitos dão opinião, mas quem temos de ouvir é o mister. Temos de ir com as ideias dele até ao fim. O que tivermos de melhorar ele vai dizer. Tudo o que se fala à volta, o que quer que seja, é não ver. Nem tinha visto o ‘post’ do Rúben. Importante é ouvir a ideia do mister», também disse João Félix.
João Félix falou sobre Jorge Jesus:
«Principalmente, já venho a dizer há muito tempo. O principal foi ter jogado na minha posição de origem, é onde posso ajudar da melhor forma, onde consigo fazer as minhas ações com bola. O mister Jorge Jesus percebeu isso, deu confiança para tirar o melhor de mim. A vontade e o compromisso são os mesmos de antes, foi ter estado a jogar um ano inteiro na minha posição. As coisas acabam por sair bem. A minha natureza é naquela posição».
«Fazer golo é sempre importante, ainda para mais agora. Mas se me disseres que ganhamos o Mundial e não faço nenhum golo assino já por baixo. Nunca foi o meu principal foco, sempre foi fazer o melhor para a equipa. Sempre vi o futebol assim. O futebol é visto por números, acaba por estragar um pouco o futebol. Se tudo correr bem vou fazer golo», disse também João Félix.
João Félix foi questionado sobre se sente mais maduro:
«Sim, sem dúvida sinto-me melhor, entendo melhor o jogo, as movimentações, os momentos do jogo. Sinto que melhorei em alguns aspetos. Esta temporada foi importante, o mister Jorge Jesus ajudou muito, disse-me muitas coisas que têm sentido. Sinto-me muito mais preparado».
«Talvez há momentos que podíamos ir para a frente e não vamos, isso depende do jogador que tenha a bola e o que decida. Falando de mim, não posso falar pelos outros, tento jogar para a frente quando há possibilidade, tentar fazer golos, assistências. Depende do momento, como está a equipa. Depende muito do jogo. Em algumas ocasiões podíamos arriscar mais mas é com cada um», referiu também João Félix.
João Félix voltou a falar sobre a Croácia:
«Nas últimas competições esteve bem, teve uma geração muito boa. Muitos já não estão, mas a ideia está aí. O país vive muito a seleção. É analisar bem. Hoje vamos analisar o jogo deles, ver o que podemos fazer. O que o mister disser que é melhor vamos tentar fazer».

