Em conferência de imprensa, Roberto Martínez reagiu à eliminação de Portugal diante de Espanha, nos oitavos de final do Mundial 2026.
Roberto Martínez abordou o encontro entre Portugal e Espanha, que terminou com uma vitória espanhola por 1-0. O jogo era relativo aos oitavos de final do Mundial 2026. O técnico analisou a derrota e garantiu que irá abandonar o comando da Seleção Nacional:
«Foi um jogo que terminamos com tristeza, não é o resultado que queríamos. É um adversário favorito para vencer o Mundial. Defensivamente tivemos muita coragem. O que acontece é que há detalhes importantes. A Bola bate na barra. Depois há uma falta batia rápido. São estes detalhes. A equipa esteve muito bem organizada. Com bola tivemos bons momentos. Em geral, é um jogo em que sinto um orgulho incrível. Jogámos olhos nos olhos e tivemos um bocadinho de azar».
«É o ultimo jogo que faço pela seleção. Agradecer ao povo português. Um orgulho que não posso descrever. O povo foi incrível. Levo comigo uma memória de toda a vida. Os jogadores têm muito talento, mas mostraram compromisso. É importante criar equipa. Memórias de ganhar a Liag das Nações. Agradecer aos jogadores, equipa técnica e federação».
«É bom que fales hoje (direcionado a jornalista). No dia da Croácia não falaste. Nós não falhámos, jogámos olhos nos olhos. Mostrámos um valor incrível. Ganhámos a Liga das Nações nos penáltis. São detalhes. Levo comigo um grande nível de pontos. Usámos um grande número de jogadores. Isso é importante. Falhar é não tentar ganhar. Tentámos dar tudo. Os jogadores foram incríveis e exemplares. Levo comigo um legado incrível. Espero que os adeptos possam relembrar tudo o que tentámos dar».
«Eu acho que é o fim de um ciclo. O Pedro Proença pode escolher o seu selecionador, é legitimo. Agradecer o apoio e tudo o que me deram. É o fim de um ciclo. Levo comigo as memórias. Espero que o povo português possa ter essa memória».
«Não estava fechado nenhum acordo antes do Mundial. Eu cheguei a Portugal para ganhar o Mundial. Sem ganhar o Mundial não faz sentido continuar. O presidente tem a possibilidade de escolher o seu selecionador. Ele sempre apoiou o meu trabalho. O meu contrato acaba hoje».
«Não é apenas Portugal. Poucas seleções chegam de forma consistente a fases finais do Mundial. Falas das melhores seleções do mundo. Dificil é ter a consistência de nos qualificarmos para estas provas de forma consistentes e isso estamos a conseguir. Formamos vários atletas, somos um exemplo nisso. Um país de 10 milhões de habitantes. Depois existem aspetos que fazem ganhar um Mundial ou não. Portugal é uma seleção de nível máximo devido à consistência desde 2002».
«Palavras de agradecimento ao Cristiano. Foi um capitão exemplar. Chego a Portugal num momento de dúvida com a posição dele. Para mim foi um exemplo, não apenas nos golos e assistências. Tem um compromisso, um dia a dia, é um exemplo. Temos que o celebrar. Não é momento de ir mais além. Falamos de um ícone do futebol. Não há muitos Cristianos Ronaldo».
«Eu levo mais o aspeto de me sentir recebido como um português mais, eu e a minha família. É difícil encontrar o fim deste ciclo, mas neste contexto tem todo o sentido».
«Parámos muito bem o Lamine com o Mendes e com o Semedo, também com a ajuda dos restantes colegas. Defendemos como uma equipa. A saída de Nuno Mendes tira poder de ataque. Quando ele subia, abria espaço, encontrava espaços. É o melhor lateral esquerdo do mundo. Não se pode substituir. O que nos faltou não tem a ver com a saída do Nuno Mendes. Estávamos mais preparados para chegar ao prolongamento que a Espanha. Eles tiveram encontros onde não defenderam a área».

