Lionel Scaloni realizou a antevisão à meia-final do Mundial 2026. Argentina enfrenta a Inglaterra às 20h desta quarta-feira.
Num dos embates internacionais com mais peso na história do futebol, Argentina e Inglaterra defrontam-se na meia-final do Mundial 2026. Em antevisão à partida, Lionel Scaloni começou por deixar uma mensagem de esperança:
«A mensagem para as pessoas é que desfrutem do momento, porque há razões para estarem satisfeitas, com muita esperança nestes jogadores, e agradecidos. Vamos deixar até à última gota de suor para tentar passar à final, que não fique qualquer dúvida».
Questionado sobre o que potenciou este ciclo positivo nos últimos torneio, o selecionador argentino explicou:
«Jogam bem, são bons jogadores e temos a cultura de nunca darmos um jogo por perdido. Todas as seleções que chegaram a esta fase passaram por dificuldades, também a Inglaterra e a Espanha, que venceu dois jogos nos últimos minutos, com Bélgica e Portugal. Passando por dificuldades, ficas cada dia mais forte, melhoras. Esta é uma fortaleza que tem esta equipa e vai continuar a tê-la sempre».
Lionel Scaloni destacou Harry Kane e Jude Bellingham como os elementos que podem causar mais problemas:
«São dois dos melhores jogadores do mundo, que qualquer treinador gostaria de ter, sem dúvida. Tentaremos neutralizá-los com as nossas armas, para que não façam um bom jogo. Temos uma ideia de jogo e esperamos levá-la a cabo».
De seguida, o técnico abordou possíveis mudanças no onze inicial:
«Podemos fazer alguma alteração, pensando em fazer dano ao rival e protegermo-nos do bom que eles têm. A ideia é entrar com o melhor que temos. Em princípio, todos os que acabaram cansados o último jogo estão bem».
Comentou também o facto de a Argentina jogar com o segundo equipamento, azul, com fortes semelhanças ao que foi utilizado no famoso embate de 1986:
«Eu não pedi para jogarmos com as camisolas azuis, nem sei quem foi. Se calhar, é uma tradição, não sei. Se Tuchel [selecionador inglês] não tem problema com isso, perfeito».
Lionel Scaloni nunca se esquecerá da ‘mão de Deus’ de Diego Maradona:
«Toda a gente recorda esse jogo e a atuação do Diego, sobretudo o segundo golo, que ficará para sempre guardado nos nossos corações. Qualquer amante do futebol recorda-o da melhor maneira e mais com os relatos da época, pela emoção».
Por fim, o selecionador procurou afastar ligações deste jogo à Guerra das Malvinas de 1982, conflito que envolveu os dois países com grande peso na história da Argentina:
«ão posso misturar as coisas, sobretudo por respeito ao que aconteceu. Foi uma época muito triste. Misturar as coisas seria uma loucura neste momento que vivemos. Estão a acontecer coisas em vários locais do mundo e criticamos que haja guerra. E eu vou-me pôr a dizer que é mais do que um jogo de futebol? Parece-me uma loucura. Que culpa têm os jogadores e as pessoas de agora? Isto é futebol, por favor. O que podemos nós fazer com o que aconteceu há anos atrás? É inútil. Faz parte da nossa história. É triste, houve gente que sofreu muito. E não estou cá para pôr mais lenha na fogueira».

