Final do Campeonato do Mundo. Domingo, 19 de julho de 2026, 20h.
A ANTEVISÃO: A ARGENTINA QUER REPETIR A GLÓRIA, À ESPANHA CABE RECONQUISTAR O MUNDO
Argentina e Espanha disputam a final do Mundial 2026 naqueles que muitos consideram “a final mais bonita do mundo”, num encontro entre as duas seleções que se superiorizaram nos momentos mais decisivos da competição. A Albiceleste procura tornar-se a primeira bicampeã mundial consecutiva desde o Brasil em 1958 e 1962, enquanto a campeã europeia tenta conquistar o segundo título mundial da sua história.
Na fase eliminatória, a Argentina conseguiu derrotar Cabo Verde (uma das grandes surpresas da prova) e Egito com contornos dramáticos, Suíça e Inglaterra, voltando a mostrar a maturidade competitiva e a alma imensa que caracteriza a equipa de Lionel Scaloni. Com 39 anos, Leo Messi continua a ser a principal referência (oito golos e quatro assistências), mas surge apoiado por um coletivo experiente, solidário e habituado a sofrer sem perder o controlo emocional.
Do outro lado estará uma Espanha que na fase a eliminar, deixou pelo caminho Áustria, Portugal, Bélgica e França (apontada como a grande favorita à conquista do título) na melhor exibição colectiva deste Mundial. A equipa de Luis de la Fuente cresceu ao longo da prova e chega à final com um futebol assente na posse, no controlo do meio-campo e no jogo associativo, marca registada do futebol espanhol nos últimos anos.
A final ficará também marcada pelo duelo geracional e a passagem de testemunho entre o mago argentino Lionel Messi e o prodígio espanhol Lamine Yamal, passado e presente do Barcelona, dois jogadores formados em La Masía. Aos 39 anos, o argentino procura acrescentar mais um capítulo a uma carreira inolvidável e talvez irrepetível. Do outro lado, o Lamine de 19 anos (recém-cumpridos), tenta conquistar o troféu mais desejado, naquele que será um duelo entre o rei e o príncipe pelo trono mundial.
O árbitro da partida será o esloveno Slavko Vincic.
10 DADOS RÁPIDOS
- Argentina e Espanha encontram-se pela primeira vez numa final de um Campeonato do Mundo.
- As duas seleções não se encontram em jogos oficiais há 60 anos.
- A Argentina procura conquistar o segundo Mundial consecutivo, algo que não acontece desde o Brasil, em 1958 e 1962.
- A Espanha tenta juntar o título mundial ao título europeu, conquistado em 2024.
- Leo Messi é o segundo jogador da história (iguala o recorde do lendário lateral-direito brasileiro Cafu) a disputar três finais de um Mundial.
- A Argentina é o melhor ataque da prova, com 19 golos marcados.
- A Espanha é a melhor defesa da competição, com apenas um golo sofrido.
- O astro argentino Lionel Messi é o melhor marcador do Mundial, com 8 golos marcados (ex aequo com o avançado francês Kylian Mbappé).
- A seleção espanhola não perde há 37 partidas em jogos oficiais no tempo regulamentar.
- A Argentina marcou três golos em três dos quatro jogos da fase a eliminar.
JOGADORES A TER EM CONTA


Lamine Yamal – O conjunto espanhol provou que não é laminedependente e que vale acima de tudo pelo seu colectivo, onde a generalidade dos seus jogadores tem estado a um nível superlativo neste Mundial. Poderia escolher a dupla de centrais Aymeric Laporte e Pau Cubarsí (que são a par do guardião Unai Simón, os artífices máximos da melhor defesa da prova) como os jogadores a ter em conta, assim como os laterais Pedro Porro e Marc Cucurella, ou Rodri (que volta a estar a um nível Bola de Ouro), Fabián Ruiz, Dani Olmo ou Mikel Oyarzabal. Todos se poderão destacar nesta final, mas honestamente penso que é nestes jogos que a estrela maior desta equipa brilhantemente comandada por Luis de la Fuente se costuma transcender (quem não se lembra do golo antológico marcado à França na meia-final do último Europeu com apenas 16 anos?). Tendo melhorado gradualmente as suas exibições ao longo do torneio (começando a competição muito longe do seu potencial, depois de ter estado parado por mais de dois meses devido a lesão), Lamine Yamal quererá seguramente demonstrar que está pronto a receber o testemunho de Leo Messi como o rei do futebol mundial num apaixonante duelo geracional.


Lionel Messi – São 15 golos e sete assistências (!) nos últimos 14 jogos em fases finais de um Mundial, números absolutamente absurdos e indescritíveis, com participação directa (com golos ou assistências) nos últimos 11 (!) jogos em Mundiais. Nesta edição da maior competição de todas, o astro argentino tem estado num plano estelar, com oito golos e quatro assistências, sendo indubitavelmente o jogador mais determinante na seleção albiceleste. Com 39 anos e a viver uma segunda juventude, Messi tem desafiado constantemente a máquina do tempo, estando num sublime momento de forma. Certamente que muitas das esperanças do povo argentino numa quarta estrela e num bicampeonato mundial consecutivo, estão depositadas no bendito pé esquerdo de Leo Messi (ou inclusive no pé direito, como o mesmo o provou na jogada que colocou a Argentina em mais uma final de um Campeonato do Mundo). Messi é eterno e o expoente máximo que o futebol nos deu nos últimos 20 anos, e fará tudo o que estiver ao seu alcance para que esta sua provável Last Dance seja a mais mágica de todas.
XI´s PROVÁVEIS
Espanha: Unai Simón; Pedro Porro, Aymeric Laporte, Pau Cubarsí e Marc Cucurella; Rodri Hernández, Fabián Ruiz e Dani Olmo; Álex Baena, Oyarzabal e Lamine Yamal
Treinador: Luis de la Fuente
«É um grande adversário com um percurso fantástico. Vai ser um espetáculo fantástico. São duas grandes equipas, com muitas semelhanças no seu jogo. Cada uma de nós tentará conduzir o jogo na direção que mais nos convém, mas ambas as seleções vão procurar que o talento prevaleça. Tenho um máximo respeito pela Argentina e pelo trabalho do meu amigo Scaloni».
Argentina: Emiliano Martínez; Nahuel Molina, Cuti Romero, Lisandro Martínez e Nico Tagliafico; Leandro Paredes, Alexis MacAllister, Enzo Fernández e Nico González; Lionel Messi e Julián Álvarez
Treinador: Lionel Scaloni
«Analisamos a Espanha porque podíamos jogar em Março para a Finalíssima, mas não mais do que os outros. Também analisamos, desde dezembro, os restantes adversários do Mundial. Ambas equipas gostam de jogar com bola, e fazem da posse o seu padrão e matriz de jogo. Sabemos como jogam, conhecemos os seus pontos fortes e vamos tentar impedir que os ponham em prática. De Espanha me preocupa tudo, é uma grande equipa muito bem trabalhada pelo meu amigo Luis de la Fuente, mas vamos dar tudo para ganhar esta final».
PREVISÃO DE RESULTADO: Espanha 1-2 Argentina

