Inglaterra venceu a França por 6-4 e selou o terceiro lugar do Mundial 2026. O jogo marcou a despedida de Didier Deschamps da seleção francesa.
Num jogo com contornos históricos e épicos, Inglaterra venceu a França por 6-4 e garantiu o terceiro lugar do Mundial 2026, o último do pódio. O jogo marcou a despedida, anunciada ainda antes da competição, de Didier Deschamps da seleção francesa.
O técnico, que bateu o recorde e se tornou no treinador com mais jogos disputados na história dos Mundiais, deixa a seleção francesa com um Mundial (2018) e uma Liga das Nações (2021) no bolso, tendo alcançado ainda uma final do Europeu (2026) e outra final do Mundial (2022), ambas perdidas.
Num longo comunicado, com menção aos feitos do técnico e de forma emotiva, a Federação Francesa de Futebol despediu-se do treinador.
Eis a mensagem na íntegra:
«A FFF saúda e agradece ao selecionador nacional Didier Deschamps pelo trabalho excecional realizado à frente da seleção francesa desde 2012.
Ao deixar, dentro de alguns dias, as suas funções de selecionador da Seleção Francesa, Didier Deschamps encerra um quarto de século de um empenho excecional ao serviço dos Bleus e do futebol francês. Há percursos que marcam de forma duradoura a história de uma instituição e de um país.
Didier Deschamps encarnou a exigência, o rigor, o espírito de equipa e o amor pela camisola azul. Sob a sua liderança, durante catorze anos, a Seleção Francesa recuperou credibilidade, respeito e carinho, mantendo-se ao mais alto nível mundial, conquistando o Campeonato do Mundo de 2018, a Liga das Nações de 2021 e chegando a várias finais importantes, ao mesmo tempo que manteve uma regularidade extraordinária.
Para além dos 185 jogos disputados e das 120 vitórias, Didier Deschamps soube transmitir uma cultura de desempenho e de responsabilidade que permanecerá uma referência para as gerações futuras. Acompanhou a ascensão de numerosos jogadores internacionais, uniu vários grupos em torno de valores sólidos e contribuiu para reforçar o vínculo único entre os franceses e a sua seleção nacional.
Capitão da equipa campeã do mundo em 1998, campeão da Europa em 2000 e, mais tarde, treinador da seleção campeã do mundo vinte anos depois, Didier Deschamps ocupa um lugar à parte na história do futebol francês. Poucos terão dado tanto à camisola azul, primeiro como jogador e depois como treinador.
A Federação e os seus colaboradores prestam homenagem à sua disponibilidade e ao seu empenho. A sua marca permanecerá indelével, tanto em Clairefontaine como no coração de milhões de adeptos e dos voluntários que ele nunca esquecia.
A FFF deseja expressar-lhe a sua infinita gratidão.
Obrigado, Didier!».

