Marco Silva fez a antevisão do encontro entre o Benfica e o St. Gallen. Jogo da segunda mão da 2.ª pré-eliminatória da Europa League joga-se no Estádio da Luz.
Marco Silva realizou a conferência de imprensa de antevisão do duelo entre o Benfica e o St. Gallen. Águias estão em desvantagem e entram em campo pela primeira vez esta época no Estádio da Luz, em jogo da segunda mão da 2.ª pré-eliminatória da Europa League.
O técnico começou por dizer o seguinte:
«Acima de tudo, coletivamente ser mais fortes. Jogo com várias condicionantes, mas sermos mais fortes, ter um jogo com as nossas potencialidades acima do que o adversário permita. Deixámos o jogo. Temos de ter posses mais longas, impedir o perde e ganha, momentos de forçar por dentro e fora. É o primeiro aspeto que temos de melhorar. Uma entrada como nos compete, desvantagem na eliminatória, sinal para os adeptos. O apoio será fundamental e temos de dar o primeiro boost aos adeptos. Uma entrada forte levará o jogo para o nosso lado, criar oportunidades e marcar».
«Impaciência? Em relação às críticas, quando não jogamos ao nível, independentemente da pré-época atípica, com internacionais a chegar a competir, não servem de desculpa. São criticas naturais num clube com a dimensão do Benfica. Não nos pode condicionar de maneira nenhuma. Queremos entrar forte, os nossos adeptos irão fazer a sua parte para puxar a equipa e ganhar a eliminatória».
«Bolas paradas e bolas ao segundo poste? Temos de conseguir melhorar. Percebo a análise, no primeiro canto notou-se isso. Temos de ser proativos e atacar a bola em zonas preenchidas por nós. Analisámos e fizemos o nosso trabalho, o nosso planeamento para o jogo. Temos vindo a trabalhar desde a pré-temporada, perceber os jogadores mais ou menos fortes em cada zona. Temos de dar passos em frente e melhorar».
«Jogadores do Mundial e Jhon Durán? Jogou contra o Belenenses, num jogo de pré-temporada. Iremos acrescentar os minutos que temos de acrescentar, não chegaram com grande pausa, 15, 16 dias, alguns jogaram de forma mais assídua, outros nem tanto. A pausa não foi muito grande. Alguns têm 4 sessões de treino. Irão estar envolvidos no jogo, se não acontecer nada. Compete-me a mim decidir o onze e as opções para o jogo. O Durán tem feito o seu processo. Está a melhorar, deu sinais positivos num jogo de intensidade baixa. Acreditamos que nos vai ajudar, tenho de tomar as decisões acertadas e melhores parea o jogo consonate a disponibilidde física. Teremos soluções no banco. Praticamente todos estarão envolvidos e convocados».
«Críticas aos jogadores? Não venho aqui para andar em rodeios, tento analisar de forma clara. Se queremos melhorar, temos de ser claros. Há vezes em que falo para dentro, outras para vocês e adeptos. Foram golos em que temos de fazer melhor. Tenho esta forma de pensar, partilho também com os jogadores. Nos últimos minutos, a bola parada tem fator importante. Resta manter o foco e sermos agressivos, como perdemos a bola queremos melhorar. Temos de fazer muito melhor, se calhar na próxima vez vou pelo outro lado. Tocaram em aspetos individuais. A pressão é inerente a quem está neste clube. Mais fortes coletivamente, melhores individualmente. Neste nível, é preciso suportar a pressão de jogar no Benfica e tomar decisões. Queremos encarar cada jogo como decisivo. Quando se joga nesta casa todos os jogos são finais. Disputamos eliminatórias, temos de olhar como um privilégio, como pressão de jogar num clube como o Benfica».
«Conference League? Não penso um segundo nisso. É algo com que não penso, não pensamos nisso, não gastamos energia. Sou positivo por natureza. Depois de um mau jogo, a semana foi positiva, analisamos coisas importantes, recebemos jogadores que elevaram o nível do treino e a competitividade. Não há nenhum negativismo ou receio. O resto não perdemos um segundo».
«Centrais e António Silva? Não preparo jogos para preparar despedidas. Preparo para o jogo, a dimensão e dificuldade do jogo, o nosso momento. Sabem que tivemos na pré-temporada um central, depois dois, além dos jovens. Não há como esconder. Não pensamos na despedida dentro de campo, nunca tive conversas dessas. O António está comprometido desde o primeiro dia, nos últimos dias também. Não havia hipótese se não estivesse. Amanhã tomarei as decisões. Se não contasse com o António, já tinha comunicado à direção».
«Leandro Barreiro? Tem vindo a fazer todos os jogos ao lado do Manu ou do Enzo, com o Sudakov, pelas ausências do Fredrik e do Ríos. Foi uma ausência inesperada, optámos por jogar com o Miguel. Foi a nossa opção. Foi difícil, esteve quatro dias de fora, perdeu uns quilos, fez os treinos todos. Volta ao seu melhor e é mais uma solução».
«Postura do St. Gallen e Schjelderup? Preparados para as duas hipóteses, marcação individual, homem a homem. Custou muito no jogo da primeira mão, não tivemos grande capacidade. Estamos preparados para amanhã se quiserem pressionar a campo inteiro. Já tínhamos preparado, não foi surpresa, mas não mostramos a calma. Pode optar por uma abordagem conservadora, não parece o ADN da equipa, com um bloco médio baixo e esperar por nós. O jogo vai ditar a abordagem que o adversário vai ter. Pode manter a abordagem e temos de ter a capacidade de levar o jogo para o meio-campo ofensivo».
«Miguel Figueiredo? Estou muito satisfeito. Foi um jogador com as informações que tínhamos e recolhemos, na equipa B, que foi evoluindo de forma positiva. Tomei a decisão de querer vê-lo, que estivesse connosco. O Miguel não jogou por acaso, jogou porque deu boas indicações. Não tínhamos três jogadores(Leandro, Rios, Aursnes), tomei a decisão porque podia dar uma boa resposta e deu boa resposta. Não se notou inexperiência, manter a calma, pausa no jogo. Conseguiu fazê-lo. Não jogando no meio-campo ofensivo, não se notou tanto. Estará no radar, na ponte entre equipa principal e equipa B. Teve uma boa pré-temporada, como jovem terá o seu espaço para progredir e melhorar».
«Sudakov? Quer o Sudakov, quer o Rafa, o Prestianni, o Moreira, têm capacidade de ser terceiro médio, o Rafa com características diferentes. Tem de ter a capacidade de ler, o momento defensivo é homem a homem (St. Gallen) e os nossos médios, desta forma, terão uma pressão vinda de trás. Não havendo uma organização tão declarada, não haverá tanto espaço entrelinhas. Tivemos momentos 3×2, 4×3 sem melhor decisão. Independentemente o jogo pede outras coisas, aguentar mais entrelinhas, de costas para a linha adversária, marcação individual pede muito mais mobilidade, para baralhar a marcação individual. Quem joga, tem de estar preparado para os dois momentos, rodar e combinar com os médios. Foi algo que trabalhámos também na semana anterior, mas não correu tão bem. Há momentos para jogar a um toque, para se libertarem e verem o jogo de frente sem pressão».
«Em relação ao mercado, perfis, características, não vou comentar.. Em relação ao Sudakov, estaria muito mal se após dois jogos, depois um oficial… Nos jogos à porta fechada, teve uma lesão, não pode jogar, depois de um início positivo. Nos últimos jogos de pré-temporada e oficial não rendeu como pode render. Não há que escondê-lo, mas não perdi confiança nem mudei opinião. É diferente estar fora e estar a trabalhar com o jogador, dentro da ideia coletiva. Não vou desistir ou perder confiança após cinco semanas. Os jogadores têm de render, nós estamos aqui para melhorar, para ajudar o Sudakov e todos os jogadores. Melhorando individualmente é um grande passo para sermos mais fortes coletivamente. Demonstro confiança independentemente da performance. Isto é uma questão muito mais coletiva que do jogador a, b, c, d».
O Benfica x St. Gallen realiza-se esta quinta-feira, 30 de julho, e conta para a segunda mão da 2.ª pré-eliminatória da Europa League. Os suíços estão em vantagem depois da vitória por 2-1 na primeira mão.
Podes assistir à conferência no vídeo abaixo:

