O Marítimo empatou a dois com o Académico de Viseu. Ambos os treinadores fizeram o rescaldo após o fim do encontro.
O Marítimo conseguiu resgatar um empate a duas bolas (2-2) na receção ao Académico de Viseu, após ter estado a perder por 0-2, em partida da terceira jornada da Primeira Liga. Apesar da excelente reação do conjunto insular nos últimos minutos, o treinador holandês Mitchell van der Gaag recusou embandeirar em arco e fez questão de colocar um travão na euforia dos adeptos, garantindo que o único objetivo do clube passa pela manutenção.
«Ninguém esperava nada e, de repente, a equipa ganha dois jogos e toda a gente começa a falar sobre o passado (…). Esquece. Não estamos a olhar para isso. É a permanência e mais nada. A equipa lutou muito, mostrou mais uma vez o espírito e também foi bom para ver tantos adeptos do nosso lado (…). Para mim, cada ponto é importante. Este ponto também mostra, mais uma vez, que é muito difícil ganhar jogos na Primeira Liga».
Do lado do Académico de Viseu, o sentimento dominante foi de enorme frustração por ver fugir um triunfo que parecia seguro. O técnico Bruno Pinheiro não escondeu a desilusão pelo descontrolo da equipa na fase final, considerando que a vitória esteve perfeitamente ao alcance do grupo.
«Acho que são dois pontos perdidos, honestamente. Não que o Marítimo não tivesse feito para tentar dar a volta, mas, pelo controlo que tínhamos do jogo e que, depois, se descontrolou, em alguns momentos. Acho que estas novas regras de contar os tempos [de paragem] têm de ser bem clarificadas para toda a gente e ser cumpridas da mesma forma para os dois lados».

