Vasco Seabra fez a análise ao desaire do Arouca frente ao FC Porto. O técnico respondeu à pergunta do Bola na Rede em conferência de imprensa.
Vasco Seabra analisou o desaire do Arouca frente ao FC Porto por 2-0. O Bola na Rede esteve presente no Estádio do Dragão e teve a oportunidade de colocar uma questão ao técnico arouquense.
Lê também a questão colocada a Francesco Farioli, treinador do FC Porto.
Bola na Rede: Por volta dos 60 minutos, o mister substituiu os dois jogadores da frente, o Barbero e o Lee. Pergunto-lhe se essas alterações se deveram sobretudo ao desgaste provocado pela primeira fase de pressão, pela necessidade de controlar o Pablo Rosário e os dois centrais do FC Porto? Por outro lado, temos visto também o Arouca apresentar várias soluções na primeira fase de construção, com o Fukui a lateralizar, o Espen Van Ee a aparecer muitas vezes entre os centrais e, noutras situações, a equipa a construir a três, com o lateral a ficar mais baixo. Gostaria de lhe pergunta qual é a importância de ter jogadores com esta qualidade com bola para criar diferentes alternativas nesta primeira fase?
Vasco Seabra: Nós tentámos alterar o Dylan e o Pablo Gozalbez pelo Lee e pelo Barbero, e isso teve a ver com aumentarmos a nossa frescura física em termos daquilo que é a nossa capacidade de pressionar e de impedir que a primeira fase do FC Porto pudesse empurrar-nos para trás. A verdade é que o Barbero e o Lee fizeram um trabalho excelente, mas também sentimos que tanto o Dylan como o Pablo, principalmente o Pablo, pela facilidade que tem em ter receções boas entrelinhas, têm normalmente uma capacidade muito grande, num curto espaço do terreno, para ter receções orientadas que tiram jogadores da frente e nos fazem progredir no terreno. O Lee é um jogador mais de transporte e condução e não estava a conseguir tanto essa mesma condição para quebrar as linhas, e nós quisemos ir mais pelas ligações, para descobrir o espaço entrelinhas pelo Pablo, que depois nos pudesse abrir o campo e chegar um pouco mais à frente. Em relação àquilo que é a mobilidade e a qualidade dos nossos jogadores, é verdade que o tipo de jogadores e o perfil que procuramos é para que nos possa dar precisamente esse tipo de soluções. O Lebedenko e o Mário, que foram contratados agora, têm essa possibilidade de jogarem mais alto ou mais baixo, a construir por dentro. Temos a possibilidade de todos os nossos médios terem muita mobilidade e qualidade para jogar dentro ou fora do bloco e, portanto, nós, em termos de modelo de jogo, apesar de ser uma coisa que eu goste que a minha equipa tenha capacidade para fazer, a verdade é que vamos tentando também potenciar as características deles para lhes dar conforto dentro daquilo que é uma ideia global.

