Kika Nazareth esteve no mais recente episódio do podcast do Portugal Football Summit. A avançada do Barcelona abordou a evolução do Futebol Feminino em Portugal.
Kika Narazeth foi a mais recente convidada do Portugal Football Summit Podcast. No programa da Federação Portuguesa de Futebol, a internacional portuguesa abordou vários temas como a saída do Benfica para o Barcelona e o desenvolvimento do Futebol Feminino em Portugal.
A médio começou a entrevista por comentar à cerca dos seus objetivos futuros:
«A nível da seleção é fácil responder. Adorava ganhar um Mundial ou ganhar um Europeu. Festejava o resto da vida. Com o Barça, já ganhei tudo. Portanto, quero continuar a ganhar. Esse é o meu objetivo. Sei que já conquistei bastante, mas tenho ouvido, desde que me lembro, ‘Vais ganhar uma Bola de Ouro. E, claro, quero ganhar uma Bola de Ouro. Mas mais do que isso, estou a trabalhar para ser feliz a fazer o que faço».
A internacional portuguesa reconheceu ser um dos nomes principais quando se fala de futebol feminino português:
«É uma grande responsabilidade. Mas percebi que já tenho um nome e que as pessoas respeitam a nossa geração. Uma vez, estava a caminhar na rua e um homem veio ter comigo e disse: ‘Obrigado por me fazeres deixar a minha filha jogar futebol e ser feliz, porque me fizeste mudar a minha mentalidade e a forma como vejo o futebol feminino.’ Isso é a coisa mais bonita que alguém pode ouvir».
Ao serviço do Barcelona, a antiga jogadora do Benfica comentou a experiência de partilhar balneário com atletas premiadas com a Bola de Ouro:
«O Barcelona tem as melhores jogadoras do mundo. Adaptar-me foi difícil, mas precisava deste passo, de um tipo diferente de estímulo e treino. Senti-me sozinha no primeiro ano, longe da minha família, porque é outro ritmo, outra mentalidade».
Para terminar, a já vencedora da Champions League abordou a evolução do Futebol Feminino e afirmou:
«Acho que isto está a acontecer e a crescer de uma forma muito natural. Lembro-me de ter jogado contra o Sporting CP com cem pessoas a ver-nos. Hoje em dia, já joguei no Estádio da Luz com 35 mil pessoas e na final da Liga dos Campeões com 80 mil. É inacreditável como as coisas estão a mudar e a velocidade a que estão a mudar. Há muita atenção e muito investimento dos clubes e da Federação. Acho que essa é a beleza do futebol».

