Marco Silva analisa o resultado do duelo da 3.ª jornada da Primeira Liga, entre Moreirense e Benfica, em conferência de imprensa.
Em Moreira de Cónegos, o Benfica venceu por 4-0 o Moreirense, num encontro em atraso da terceira jornada da Primeira Liga. Em conferência de imprensa, Marco Silva disse o seguinte:
«Foi uma vitória totalmente justa da nossa equipa. Ficámos muito satisfeitos pela excelente primeira parte que fizemos, com comando total do jogo, onde jogámos praticamente sempre nos nossos 50 metros ofensivos. A equipa manteve a intensidade e a nossa identidade bem presente, criando oportunidades e pressionando muito bem. Em relação ao Schjelderup, era apenas uma questão de tempo e de ele ganhar mais condição física e confiança. Os sinais no jogo da Madeira já tinham sido muito fortes; hoje dei-lhe propositadamente os 90 minutos porque ele precisa desse ritmo para jogar da forma que queremos, quer com bola, quer sem bola. Depois do segundo e do terceiro golo, a intensidade do jogo baixou um pouco, o que é natural quando estamos a jogar de três em três dias, mas fomos claramente superiores e não sofremos golo»
Sobre a sua postura emotiva e o aparente nervosismo no banco:
«Gostei muito mais da primeira parte do que da segunda. O estar daquela forma não significa que esteja nervoso; estou a viver o jogo intensamente com os meus jogadores e, se puder ajudá-los e dar feedback, não vejo isso como um aspeto negativo. O mais importante era marcar. Nos últimos jogos fora tínhamos marcado cedo, o que dá outra calma, mas a equipa manteve sempre a confiança e a identidade para procurar o golo através das nossas ideias».
Sobre a sequência de vitórias, a solidez defensiva e a gestão do calendário:
«O fundamental para nós era conquistar a vitória e os três pontos neste jogo em atraso. Foi uma opção nossa jogar nesta altura e não entre os dois jogos do play-off, sabendo que íamos sobrecarregar um pouco mais o calendário agora que já temos mais jogadores com condição física e soluções para rodar. Fizemos uma exibição muito sólida em termos defensivos, praticamente não permitimos lances de perigo ao adversário e mantivemos o foco até ao fim. Conseguimos os três pontos e agora o foco está em descansar bem para a batalha que teremos no domingo fora de casa».
Sobre a exibição de Banjaqui na ausência de Bah:
«Ele está no nosso plantel porque nós acreditamos nele. Vendemos um lateral que fez uma grande temporada e decidimos apostar em jovens nos quais o clube confia. No início do jogo notou-se um pouco de nervosismo e alguma indecisão na tomada de decisão, mas a exibição foi crescendo e a própria equipa ajudou-o muito. Fico muito satisfeito com o apoio do clube e com a resposta dada pelo jogador».
Sobre a exibição de Prestianni em zonas centrais e o seu futuro:
«Não tenho a menor dúvida do que o Prestianni é e do que será no futuro. Ele é um jogador versátil que pode atuar em qualquer uma das três posições atrás do avançado. Destaca-se pela enorme intensidade que coloca no jogo e nos treinos, refletindo o excelente trabalho que realizou na pré-temporada. Tem apenas 20 anos, mas é cheio de talento e qualidade. O nosso papel é continuar a guiá-lo da melhor forma para que continue a desfrutar do seu futebol».
Sobre as dinâmicas ofensivas nos corredores e a eficácia da equipa:
«Em relação à eficácia, continuámos a criar várias oportunidades de golo. Fizemos uma primeira parte de grande nível perante um Moreirense que se apresentou a defender muito baixo, muitas vezes com uma linha de quatro ou cinco jogadores junto à área. Estávamos preparados para essa organização defensiva e conseguimos criar perigo tanto pelo corredor esquerdo como pelo direito e zonas interiores. A equipa entendeu bem a estratégia e expressou em campo o nosso futebol, o que me deixa muito satisfeito».
