Natural de Caxias do Sul no Brasil, Diego Callai chegou a Portugal em 2015/16 para integrar as camadas jovens leoninas, percorrendo todos os escalões até chegar à equipa B e depois à equipa principal.
Pelo meio, teve um empréstimo para rodar na época 2023/24 ao Feirense da Segunda Liga onde disputou 11 jogos.
Diego Callai começou a atual época como terceiro guarda-redes do Sporting e a equipa leonina por via disso, neste mercado de transferências recebeu várias sondagens pelo guardião português que também tem nacionalidade italiana.
No final da temporada passada, o Alverca e o Estrela da Amadora revelaram interesse, mas sem avançar com nenhuma proposta concreta.
Já neste mercado de Verão, os franceses do Saint-Étienne, agora treinados pelo ex-treinador do Estoril Ian Cathro, chegaram a avançar com uma proposta considerada financeiramente insuficiente para os cofres de Alvalade.
Depois de cinco anos a ser regularmente utilizado na equipa B leonina e com boas exibições e do tal empréstimo aos fogaceiros, na minha opinião, Callai já merecia uma oportunidade na equipa principal.


Um guardião com uma estampa física assinalável, 1,92 cm e 88 kg e com uma gama de recursos variada, aquando da saída do suplente João Virgínia, pensava-se que o jovem iria assumir-se como a segunda opção da equipa.
Por isso, foi com alguma surpresa que vi a contratação do suplente do Palmeiras Kaique Pereira que vem tapar mais uma vez a ascensão e o desenvolvimento de Callai.
Acho que a direção do Sporting conjuntamente com Rui Borges estão a gerir mal este processo. O guardião luso-italiano é claramente, para mim, uma aposta de futuro e o próximo guarda-redes titular da equipa sportinguista.
Eu defendo que as camadas jovens são fundamentais para os clubes portugueses que não têm a capacidade económica das grandes ligas, e por vezes há que apostar na prata da casa para mais tarde retirar dividendos financeiros com as vendas destes ativos.
No que à baliza diz respeito, foi isso que fez Paulo Bento no mesmo Sporting com Rui Patrício há alguns anos.
Na altura, o então treinador leonino apostou no jovem de 18 anos e mesmo depois de vários erros depois do jogo de estreia onde entrou e defendeu um penálti, manteve a aposta.


O que é certo é que Patrício fez carreira em Alvalade onde foi titular durante várias épocas e ainda jogou no estrangeiro tendo defendido a baliza da seleção tendo sido peça fundamental para a vitória de Portugal no Euro 2016.
No mesmo sentido, foi a aposta de Sérgio Conceição em Diogo Costa em 2020/21 no FC Porto e o resultado é que hoje o jovem guardião portista é o titular absoluto dos portistas, o dono incontestável das redes da seleção e é o maior ativo do clube.
Mesmo no Benfica, na presente época, outro jovem Samuel Soares parece ser o preferido de Marco Silva para a baliza encarnada em detrimento do consagrado Trubin.
Com 22 anos, Callai está numa idade fulcral em que precisa de competição e por isso seria positivo, estando tapado por dois colegas, que no mercado de Inverno, possa ser emprestado a um clube da Primeira Liga para ganhar mais experiência.
Para mim, o cenário ideal seria ser o segundo guardião do clube e ter alguma rodagem nas taças internas já a preparar uma eventual sucessão de Rui Silva que neste momento é o titular indiscutível em Alvalade.
Rui Silva será o dono do lugar esta temporada e provavelmente na próxima e a mudança nas balizas de Alvalade terá de ser pensada a curto-médio prazo e acho que Diego Callai seria a melhor opção para o lugar.

