O Benfica venceu o AC Milan por 2-0 na fase de liga da Europa League. Eis a análise à vitória dos encarnados na competição.
O Benfica venceu o AC Milan por 2-0 na estreia na fase de liga da Europa League 2026/27. O jogo foi histórico para as águias, que alcançaram a primeira vitória diante dos rossoneri na sua história.
Diogo Ribeiro, jornalista e comentador do Bola na Rede, faz a análise ao triunfo europeu.
Eis o comentário em vídeo:
Eis o comentário em texto:
«O Benfica venceu o AC Milan de Ruben Amorim por 2-0, na primeira jornada da fase de Liga da Europa League. Uma vitória muito interessante para as águias, pensando na gestão a longo prazo da competição, naquele que era o jogo teoricamente mais complicado, e que fica, principalmente, na conta quer da profundidade do plantel encarnado, quer também da preparação estratégica de Marco Silva para o jogo.
O Benfica acabou por rodar muitos jogadores no onze inicial. Foram nove mudanças, uma estratégia que vimos, por exemplo, o FC Porto de Farioli usar o ano passado na Liga Europa e que se espera que aconteça também com o Benfica, e as segundas linhas deram muita segurança, muita estabilidade, deram muita garantia de competência, o que vai provocar certamente boas dores de cabeça para o treinador Marco Silva que também tem muito mérito nesta vitória na forma como preparou o jogo.
O Benfica foi uma equipa que conseguiu ser dominante, mesmo jogando sem a bola durante alguns períodos. Uma postura mais sólida defensivamente, apostando num 5-4-1 que conseguiu em muitos momentos espelhar o 3-4-2-1 mais que comum de Ruben Amorim, e que teve alguns duelos individuais que foram ganhos pelas águias e que a partir daí permitiram ao Benfica conseguir lançar transições. Circati sobre a Alfadhjo Cissé, os dois médios, Palhinha e Aursnes sobre os dois médios do AC Milan, e principalmente Kaminski sobre Chukwueze. O ala direito nas equipas de Ruben Mourinho, e já era assim no United, também no Sporting em alguns momentos, é sempre o jogador mais perigoso, com maior irreverência, maior desequilíbrio individual, e o nigeriano acabou por ser muito bem contido pelo ala polaco, que era extremo e no momento defensivo fechava a linha de 5.
Ofensivamente também há algumas diferenças, o Benfica por um lado procurou uma estratégia com maior predominância para a bola longa, para a variação de flanco, mas também uma saída de bola diferente, com o lateral esquerdo, desta vez o El Karouani, a projetar-se no corredor. Deixou de ficar tão baixo, e se o Benfica conseguia por um lado manter a superioridade sobre a primeira linha de pressão do AC Milan, um 4 para 3, e por outro conseguir outra variabilidade no seu jogo.
As bolas longas e as variações de flanco foram muito interessantes para os encarnados. Vimos Kaminski, vimos Lukebakio, conseguir projetar, conseguir receber soltos enquadrados no 1 para 1, e depois foi um jogo também com algum predomínio e alguma preponderância para alguns jogadores menos utilizados. Trubin na baliza fez uma exibição muito segura, quer sem a bola, quer também com a bola nos pés, entre os postes muito seguro e depois a conseguir dar algumas opções de saída, e depois principalmente o Tridente nas costas do John Duran, que fez um jogo mais de esforço, mais ingrato a nível de apoios, conseguiu estar em evidência.
Sudakov principalmente quando atuou no jogo mais baixo para lançar, Lukebakio pelo movimento que bem costuma fazer e que origina o golo, é interessante a relação que vai estabelecendo com Daniel Banjaqui, e principalmente Kaminski, o melhor jogador em campo, um jogador que estava algo desacreditado, mas que tem nestes jogos, nestes perfis de jogo, o cenário perfeito. Está talhado para jogos com estas funções, muita energia na pressão, também capacidade para recuperar e depois com a bola, capacidade para atacar espaço e agredir, tem uma assistência a um golo e foi o melhor em campo».

