Hugo Viana explicou que Bernardo Silva, Stones e Rodri saíram do Manchester City para o estrangeiro por recusarem defrontar o clube em Inglaterra.
O diretor de futebol do Manchester City, Hugo Viana, revelou em entrevista aos meios oficiais do clube os bastidores do recente mercado de verão, explicando que Bernardo Silva (Real Madrid) e John Stones (Inter) fizeram questão de rumar ao estrangeiro para evitarem defrontar os citizens em solo inglês.
«Um dos pontos interessantes que tivemos durante as nossas conversas foi que ambos sentiram que não podiam ficar na Premier League. Tinham de ir para o estrangeiro porque não conseguem defrontar o Manchester City», revelou o dirigente português, assumindo o peso da perda dos dois futebolistas:
«Não os podemos substituir. É impossível. Dentro e fora do campo. Foram muito importantes para o clube, no balneário e no dia a dia. Eles sentiram-se realmente parte da família do Manchester City. Sinto que eles ainda são adeptos do clube, com certeza».
Hugo Viana partilhou ainda que mantém contacto regular com os jogadores:
«Ainda ontem o John enviou-me uma mensagem a desejar boa sorte para o jogo [vitória por 1-0 sobre o Manchester United]. Acredito sinceramente que ficam felizes quando ganhamos e tristes quando perdemos ou empatamos».
A propósito da saída de Rodri para o Barcelona, o dirigente traçou um paralelo com os restantes casos:
«Penso que ele é outro exemplo como o John e o Bernardo. É outro jogador que teve de ir para o estrangeiro. Tivemos uma conversa muito honesta e ele estava a pensar em mudar-se e voltar para o seu país, e nós compreendemos. É outro jogador que não podemos substituir, porque é talvez um dos melhores, se não o melhor, na sua posição atualmente».
Por fim, o responsável pelo futebol dos citizens enalteceu o respeito demonstrado pelo clube e apontou à renovação da equipa:
«Outra coisa de que nos devemos orgulhar é da forma como tratamos aquele jogador que tanto deu a este clube quando ele está a pensar em sair. Temos também de respeitar isso e ser positivos. Mas é também nosso trabalho estarmos preparados para essas situações e tentar trazer outro Rodri, outro John, outro Bernardo, para estarem aqui nos próximos oito, nove, dez anos».



