Luís Freire anunciou os convocados para a próxima fornada de jogos da seleção sub-21. Técnico explicou as escolhas.
Luís Freire fez a convocatória para a seleção portuguesa sub-21 para os últimos jogos do apuramento para o Euro Sub-21. Em conferência de imprensa, o técnico explicou as escolhas, que podes conhecer na íntegra.
«Mezian Soares? É um jovem jogador de 16 anos que já estava nas nossas seleções jovens. É um trabalho feito pelos nossos selecionadores, jogou pelos sub-17. Temos comunicado e seguido o jogador. Começou a jogar Liga Francesa e Champions League, entrou no nosso radar. Com a qualidade que evidenciou, é uma boa oportunidade para ver o jogador de perto. Tem criatividade, qualidade no drible, irreverência. Encaixa no nível que queremos para os sub-21».
«Estreias de Flávio Gonçalves e Rafael Nel? São dois jogadores. O Flávio com protagonismo maior no Sporting, assisti a ambos de perto em Toulon e estiveram em destaque. Acabámos por assistir à evolução no Sporting. O Flávio num bom momento, o Nel com ascendência nos últimos meses. Tivemos a lesão do Chermiti e do Roger, a quem mandamos um abraço. Saem uns, entram outros».
«Mateus Fernandes e Rodrigo Mora? Mais do que um grupo de nomes fortes e grandes individualidades, porque temos muita qualidade individual, estamos focados em construir grandes equipas. Para isso temos de ter grandes jogadores. Esse sentimento de ligação, a cultura de equipa têm de ultrapassar os objetivos individuais. Se conseguirmos fazer isso, podemos ser candidatos a ganhar jogos para ganhar troféus. Estando no Europeu, queremos ganhar, mas o mais importante é ganhar agora. O Mateus e o Mora são acompanhados pelo mister Jorge Jesus e têm aqui um belo espaço para provar valor. Estão muito motivados para ajudar os sub-21. A responsabilidade de representar Portugal é sempre a mesma».
«Manter dinâmicas apesar das alterações? Há jogadores que podem dar nuances diferentes, o Flávio tem características para jogar mais por dentro, temos extremos de corredor. Com a inteligência que têm, e foi uma coisa de que me apercebi, é que são inteligentes e bem formados. Rapidamente percebem o que queremos e metem em prática. Fazemos o trabalho normal, mas temos a sorte de ter jogadores com experiência e trabalho a nível alto».
«Crescimento na carreira de Luís Freire? A essência é a mesma. Exatamente igual. A experiência e a evolução trazem crescimento. Assim espero e temos feito isso. É nesse caminho que queremos continuar».
«Relação com Jorge Jesus e a seleção A? Tem havido boa partilha. Já várias vezes reunimos para falar dos jogadores jovens, dos jogos e das características. Farei tudo para ajudar o mister e a equipa técnica. Não vou fazer comparações que não é elegante. Quero ajudar ao máximo a seleção A».
«Qualificação para o Euro Sub-21 e rotação na equipa? Era perfeito vencer, todos jogarem e observar todos. Vamos por partes. Temos um jogo importante com a Bulgária, física, forte em casa, com seis golos sofridos e três foram contra nós. A partir daí podemos olhar para o próximo jogo e perceber o que fazer contra Gibraltar, com mais-valias individuais e coletivas menos grandes. Há jogadores que queremos observar».
«Mezian Soares como Lamine Yamal? Temos a tendência de tentar comparar alguém. O Mezian está a começar a jogar no Lens. Decidimos saltar as etapas porque há talento e qualidade. Estamos a preparar o futuro e o presente. Se tiver a evolução que tiver, perceberá o seu caminho. Temos jogadores que podem jogar este europeu e podem jogar o próximo. As comparações não são boas para eles, muito menos nas equipas jovens. A responsabilidade é coletiva e do treinador, eles têm de jogar e dar o máximo».
«Diferenças estilísticas para com Jorge Jesus? Não sei se não é parecido. São equipas ofensivas, privilegiando o ataque, organizadas defensivamente e com bons princípios de jogo. A nossa geração é limitada. Temos jogadores extremos que joguem por fora, o Rodrigo Mora como 10 e é normal que o utilize. Interessa o estilo de jogo, trabalhar princípios bons. Os jogadores trabalham com outros treinadores no clube e chegam cá e adaptam-se».
«Melhor geração de sempre nos sub-21? Temos sempre essa tendência. Ouço essa conversa de dois em dois grandes. Focados em ter grandes jogadores e uma grande equipa. Não vale a pena ter grandes jogadores só. Ajuda ter grandes jogadores, mas a equipa é que tem de ser grande. Queremos tentar trazer um troféu na categoria. Somos um grupo forte individualmente e de qualidade técnica e só talento não chega. Motivados para representar o nosso país».
«Ausências de Mateus Mané e Gustavo Sá? O Gustavo está lesionado. A lesão pode ser três, quatro semanas, está limitado. O Mateus é por opção. Tem tido um bom rendimento. Tal como o João Costa e o Saviolo esteve bem. Pode jogar nos sub-20 e ter minutos».
Na próxima paragem, Portugal encerra a fase de qualificação para o Europeu Sub-21. Os últimos adversários são a Bulgária (25 de setembro), Gibraltar (30 de setembro) e a Chéquia (6 de outubro). Os checos são, precisamente, os maiores rivais lusos na corrida pelo primeiro lugar.
Recorda a entrevista de Luís Freire em exclusivo ao Bola na Rede, concedida em junho de 2026.

