Tiago Margarido e Vasco Botelho da Costa realizaram a antevisão ao encontro entre Vitória SC e Moreirense.
Tiago Margarido e Vasco Botelho da Costa realizaram a antevisão ao encontro entre o Vitória SC e Moreirense, num jogo a contar para a sétima jornada da Primeira Liga. Tiago Margarido destacou a necessidade do Vitória SC regressar aos triunfos, enquanto Vasco Botelho da Costa abordou as características do adversário e a importância de saber jogar no desconforto.
Tiago Margarido reconheceu que o Vitória SC precisa de ser mais equilibrado nos momentos em que procura o resultado, mas destacou a vontade demonstrada pelos jogadores no último encontro:
«Procuramos, daqui para a frente, ser um pouco mais equilibrados nesses momentos, mas retiro um ponto positivo de tudo isso, que foi a vontade enorme dos jogadores em ganhar o jogo, apesar de isso depois não se ter traduzido em pontos. Há uma necessidade de vencer em função daquilo que têm sido os últimos resultados. Estamos cá para isso, estamos cá para vencer. O Vitória SC não se identifica, obviamente, nem o grupo de trabalho, com aquilo que foram os últimos resultados, mas cientes de que a equipa joga bem e que assim estaremos mais próximos de fazer muitos pontos».
O treinador vimaranense comentou ainda o castigo de Aliou Ndoye, considerando excessiva a suspensão de três jogos, embora tenha sublinhado a necessidade de corrigir a atitude do avançado:
«Como treinador que sou, acho excessivo, porque é preciso ter em conta o momento em que aquilo aconteceu. Tínhamos acabado de sofrer um golo, os jogadores estavam com os nervos à flor da pele. Houve uma disputa no ar em que o jogador achou injusta a falta que o árbitro marcou e depois, obviamente, não pode ter aquela reação. Mas, mediante o contexto que foi, acho completamente excessivo os três jogos. Agora, o que é importante também é nós corrigirmos o Ndoye, porque não pode ter aquele tipo de atitude. Isso, a mim, enquanto treinador, é o que realmente me preocupa, porque os jogadores têm que ter capacidade mental de conseguir reagir a todos os momentos».
Do lado do Moreirense, Vasco Botelho da Costa espera ainda um encontro disputado, com ambas as equipas a procurarem assumir o controlo da bola:
«Vamos ver. O jogo é sempre o gato e o rato. Acredito que nós temos princípios semelhantes, nós somos uma equipa que gosta de ter bola, o Vitória também. Portanto, temos que lutar por ela, temos que ter capacidade para a roubar quando o Vitória tiver e também temos que ter capacidade para a manter quando o Vitória a quiser tirar de nós. Isso é o normal. Agora, aquilo que eu acredito é que as equipas hoje em dia têm que ter capacidade para jogar também no desconforto. E o desconforto é aquilo que, por exemplo, nós fomos obrigados nos jogos que tivemos contra o Porto e contra o Benfica».
Por fim, Vasco Botelho da Costa analisou ainda a forma como o Vitória procura explorar os extremos e os laterais, antecipando um jogo onde a primeira e a segunda bola poderão assumir importância:
«É uma equipa que procura muito meter a bola descoberta em meio-campo ofensivo e depois tem, nos seus extremos, uma valia muito grande em procurar a profundidade. É uma equipa que projeta muito os laterais e, portanto, vai haver momentos do jogo onde o jogo vai depender muito da primeira e da segunda bola. E quando o jogo depende muito da primeira e da segunda bola, o jogo pode obviamente partir, ainda que não seja algo que nós, treinadores, gostemos, porque quando começamos a entregar muito o jogo ao acaso da primeira e da segunda bola. Vamos perceber esta parte da dinâmica do jogo».



