Alessandro Costacurta, antigo jogador do AC Milan, afirmou que a equipa de Ruben Amorim reagiu bem à derrota frente ao Benfica na Europa League.
O arranque de Ruben Amorim como treinador do AC Milan tem contado com altos e baixos, passando por um dos momentos mais difíceis na derrota caseira frente ao Benfica. Apesar de ver «luz ao fundo do túnel», a lenda rossoneri, Alessandro Costacurta mostrou-se preocupado com o desempenho da equipa na jornada inaugural da Europa League:
«Contra o Benfica fiquei preocupado porque o AC Milan não percebeu como podia criar dificuldades aos adversários e não procurava a profundidade. Até eu poderia ter jogado aos 60 anos, visto que os defesas nunca foram obrigados a fazer um sprint. Os portugueses jogaram com um cigarro na boca».
No entanto, o antigo internacional italiano deixou elogios à reação apresentada frente ao Lecce, na Serie A:
«Contra o Lecce vi um Milan diferente daquele dos últimos anos, com mais iniciativa, e isso promete. Acho que é um pouco cedo para fazer juízos de valor, mas a equipa enviou mensagens na direção certa. Penso que quer reconquistar San Siro: a verticalidade no jogo, a tentativa de se ajudarem mutuamente e de serem uma equipa, ou seja, todos ou ninguém. Foram mensagens que notei a espaços, mas, no fundo, vejo a luz».
Alessandro Costacurta afirmou que Ruben Amorim precisa de tempo:
«Os primeiros dois meses são difíceis. Lembro-me de que até o Sacchi (um dos treinadores mais vitoriosos na história do AC Milan) esteve em risco de ser despedido no início. É justo dar-lhe tempo».
De seguida, a lenda do AC Milan apontou para algumas prestações individuais:
«Se o Estupiñán continuar a cometer estes erros, como no golo do Cancellieri contra a Lazio, não pode ser titular. Primeiro deveria fazer um curso para aprender a marcar na área. O Loftus-Cheek tem um potencial enorme, mas pode fazer melhor. Naturalmente, refiro-me ao presente. Enquanto não recuperarem, é melhor que fiquem no banco».
Por fim, Alessandro Costacurta mostrou-se confiante no futuro da seleção italiana, deixando elogios ao novo prodígio do AC Milan, Alphadjo Cissé, assim como ao médio do Sporting, Issa Doumbia:
«O importante é a estratégia. Penso que, quanto mais vezes entrares na área, mais fácil é ganhar. Sonho com um equilíbrio sustentado mais pela ambição do que pela paciência. Nomes? O Doumbia é forte, o Kayode evoluiu. Penso que vários jovens podem colocar em causa os titulares. O Cissé, na seleção sub-21, também é interessante».

