Ivan Baptista analisou o duelo entre o Benfica e o Bayern Munique, com vitória alemã por 3-0. Técnico respondeu à questão do Bola na Rede.
Ivan Baptista fez a análise do encontro da 2.ª jornada da fase de liga da Champions League, que terminou com uma vitória do Bayern Munique sobre o Benfica por 3-0. O Bola na Rede esteve no Estádio da Luz e teve a oportunidade de colocar uma questão ao treinador das águias.
Lê também a pergunta e respetiva resposta de José Barcala, técnico das alemãs.
Bola na Rede: O Benfica entra em campo com uma linha defensiva muito subida, mesmo sabendo que, à partida, teria muitos momentos sem bola. Qual o propósito e quais os motivos que levaram a esta decisão e, com as médias a procurar coberturas e desdobrarem-se em campo, qual o segredo da estratégia defensiva, principal até aos 74 minutos.
Ivan Baptista: Havia duas formas em que queríamos estar no momento defensivo. Uma era com o bloco compacto, porque o Bayern além das três médias, traz várias jogadoras para espaço central. Esse posicionamento do meio-campo era muito importante. Nós, basicamente, defendíamos com cinco médias e, só no momento em que a bola caia fora, é que queríamos bloquear o corredor. A linha alta é muito para nos dar o conforto de não estarmos perto da nossa baliza. Sabemos que isso acarreta algum tipo de risco associado, temos uma linha muito bem trabalhada a esse nível e no que diz respeito ao retirar no momento da bola longa. Sabemos que há sempre riscos associados, porque o Bayern tem jogadoras muito rápidas e muito fortes no ataque a esse espaço, mas era um risco calculado e que nós assumimos para conseguir estar o mais longe possível da nossa baliza, ainda que estivéssemos durante grande parte do tempo em bloco médio. Houve momentos em que o Bayern com bola nos conseguiu empurrar mais para bloco baixo, houve momentos em que subimos a linha e ficámos em bloco alto também. Respondendo à sua questão, era um bocadinho por aí. Esse desdobramento das médias era para conseguirem, mais do que ter referências individuais e andar atrás delas, porque assim não iam descansar e íamos perder referências e estar sempre a reagir aos momentos do adversário, estarmos posicionados nos espaços que sabíamos que o Bayern ia explorar. Ao mesmo tempo, prontos para defender as costas, prontos para cair no corredor na pressão quando assim fosse. Sinto que a equipa cumpriu de forma exímia esse plano de jogo. A forma como sofremos os golos nada têm a ver com o momento de organização defensiva, onde sinto que fomos praticamente perfeitos.

