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Ivan Baptista

43 artigos · último

Opinião

74 minutos não foram suficientes | Benfica

Durante 74 minutos, o Benfica competiu e teve o jogo ao seu gosto, relativo claro, como não poderia deixar de ser diante de um adversário desta envergadura. Contra o Bayern Munique, uma das potências mundiais no futebol feminino, a robustez de uma exibição sólida, madura e compacta foi atraiçoada por um golo genial - os grandes clubes têm disto em todo o lado - que, entre a galvanização e a derrocada emocional, deu ao resultado contornos de uma goleada curta. O 3-0 com que o Bayern Munique venceu o Benfica não é enganador porque foram, de facto, três as bolas que entraram na baliza defendida por Lena Pauels. Mas é muito curto para analisar o jogo. Na conferência de imprensa, cada treinador tentou puxar a superioridade para o seu lado. É normal que assim seja, principalmente num jogo em que nunca haveria um vencedor claro em circunstâncias normais. José Barcala, o mais sorridente, fez-se valer da superioridade com bola e da quantidade de oportunidades para justificar a superioridade. Ivan Baptista olhou para as oportunidades claras, para os lances capitais que, com outra eficácia, teriam definido o jogo para o outro lado. Tudo certo. Afinal, ambas as análises estão certas. E, até pela diferença de orçamentos e peso histórico, é esse o elogio maior à exibição encarnada.

Diogo Ribeiro · 7 min de leitura
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Opinião

Águias pintam Supertaça de vermelho com “manita” às rivais | Benfica 5-1 FC Porto

O primeiro troféu da época de futebol feminino 2026/27 ficou nas mãos do Benfica. Num Estádio Municipal do Fontelo castigado por temperaturas superiores a 30 graus, as encarnadas venceram o FC Porto por 5-1, numa partida que até teve momentos de equilíbrio antes de se transformar numa demonstração de força da equipa de Ivan Baptista.  Frøya Dorsin, Nycole Raysla, Marit Lund, Caroline Møller e Anna Csiki marcaram os golos das águias, enquanto Fátima Pinto fez o único tento portista.

Tiago Campos · 5 min de leitura
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Opinião

As memórias do Jamor para Benfica e FC Porto

Foi uma tarde histórica no Jamor, como são todas as que têm o Estádio Nacional como pano de fundo. O Benfica venceu o FC Porto na final da Taça de Portugal Feminina e conquistou a Dobradinha apenas pela segunda vez na sua história. O Clássico, que se passará a repetir pelo menos duas vezes por temporada, foi jogado pela primeira vez e, nas bancadas, foram 22.285 pessoas a apoiar as duas equipas, a maior enchente da história da competição. O destaque maior passa pelo Benfica, pentacampeão nacional e que voltou à conquista das taças, depois de duas finais consecutivas perdidas e de uma derrota nas meias-finais no último ano. Não deixa de ser um demonstrativo de hegemonia e superioridade que, numa época de muita mudança, com a transição no comando técnico, e numa das temporadas de menor expectativa, o Benfica tenha conseguido conquistar os dois principais títulos do panorama português.

Diogo Ribeiro · 7 min de leitura
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Futebol Feminino

Jamor em modo final histórica | Benfica x FC Porto

O futebol feminino português aproxima-se de um dos momentos mais simbólicos da temporada. Este domingo, o Estádio Nacional, no Jamor, recebe a Final da Taça de Portugal Feminina entre Benfica e FC Porto, numa decisão inédita entre os dois históricos rivais do futebol nacional. É verdade que, durante décadas, o futebol português habituou-se a viver em função dos Clássicos entre Benfica e FC Porto. Houve campeonatos resolvidos nos detalhes, rivalidades que atravessaram gerações e jogos que ficaram gravados na memória coletiva. No entanto, havia um território onde esse duelo ainda não tinha acontecido: o futebol feminino. Até agora.

Raul Saraiva · 7 min de leitura
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Opinião

Consagração sem travão na Luz | Benfica 3-1 Sporting

O Benfica entrou em campo com o Hexacampeonato já garantido. Não haverá, no final da época, assim tantas exibições memoráveis em que uma equipa com o título no bolso decida não puxar o 'travão de mão' e jogar com tanta fome de vencer. Nesta consistência mental, explica-se a principal força das águias. A exibição na Luz, na vitória categórica (3-1) no dérbi diante do Sporting, é mais um dos vários triunfos que pode ser usado para explicar a superioridade encarnada nesta época, reinando com mão de ferro no futebol feminino nacional. Contra o Sporting há, acima de tudo, uma primeira parte dominante e repleta de méritos táticos. Estrategicamente, as águias asfixiaram desde cedo com uma dinâmica de corredor direito muito bem oleada. Mais coletiva foi a forma como o Benfica conseguiu criar perigo pelas características individuais das suas jogadoras: Nycole Raysla aparecia colada à linha para dar largura e esticar a defesa leonina, o que permitiu a Lund, a partir da posição de lateral, assumir um jogo muito mais interior para criar superioridade. A atuar a ponta de lança, Diana Silva foi essencial neste processo: procurou incessantemente a profundidade, mas deu-se muito ao jogo associativo e apoiado das encarnadas, servindo de farol ofensivo. A partir daí, não foi preciso muito para surgir o primeiro momento de êxtase, com Lund a assinar um remate fortíssimo de fora da área que não deu hipóteses e inaugurou o marcador.

Manuel Nascimento · 5 min de leitura
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