Adebayor: Um hat-trick para os aplausos

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“Quem sabe nunca esquece” é um lugar comum às gentes do futebol, e diz respeito a um momento brilhante de alguém cujos melhores dias, porém, já lá vão.

Esse ponto de encontro, do presente com um passado glorioso, faz confundir, naquele momento, o tempo. O passar dos anos é interrompido, e a nossa memória remete-nos para os tempos em  que vimos aquele ser driblar, cortar, passar ou marcar daquela maneira.

Depois disso acontecer, lembramo-nos do quão fugaz pode ser a glória no futebol. Que meia dúzia de anos podem fazer esquecer a forma grandiosa como alguém foi “pintado” e atirar alguém desde o pedestal do endeusamento directamente para uma sargeta.

O futebol, de tão bonito, pode dar-se ao luxo de ser cruel. Quem paga são os protagonistas, que se desabituam da vulgaridade da vida e já não se contentam com uma boa casa, um bom carro e uma boa família. Falta-lhes o louvor das bancadas.

Viver para o aplauso, claro, é perigoso. Ensinam-nos isso em séries, filmes e gabinetes de psiquiatria. Mas não se deixa de os perseguir. É um vício.

Há muitos exemplos deste género no futebol. Jogadores que não se importaram de regredir competitivamente (mas não financeiramente, importa referi-lo) para continuar a ter ovações de pé vindas de um estádio inteiro. Um deles é Adebayor.

Adebayor recuperou o sorriso competitivo na Turquia Fonte: DailyTelegraph
Adebayor recuperou o sorriso competitivo na Turquia
Fonte: DailyTelegraph

O ponta-de-lança togolês rejeitou o Lyon, não por não ter condições financeiras, competitivas ou relacionadas com vícios (whisky e tabaco) como se alegou. Mas por se ver remetido para segundo plano, dada a ascensão de um miúdo chamado Lacazzete e, também, por querer servir o seu país na CAN.

Serviu. Não tão bem quanto esperaria, de forma a poder receber os tais aplausos, mas serviu. Seguiu-se um convite de uma equipa turca cujo nome é impronunciável, mas que estava bem na Liga (era 1º), e onde podia ser a estrela da companhia. Aceitou, pois.

Depois de um período de adaptação no Basaksehir, normal para quem esteve sem competir durante alguns meses, marcou 2 golos em quatro jogos.

Na passada segunda-feira, disputou a 5ª partida com o emblema de Istambul ao peito,  num derby contra o Galatasaray, rival directo na (agora) luta pelo 2º lugar e cujo confronto não vinha nada a calhar dado o mau momento do Basaksehir (dois desaires seguidos na liga).

Estava montado o cenário ideal para Adebayor brilhar… como brilhou. O Basaksehir venceu os rivais por 4-0, e o togolês fez um hat-trick (dois golos servidos por jogadores made in Liga Portuguesa – Mossoró e Junior Caiçara).

No fim, toda a gente se rendeu, como ele queria. Aplaudiram-no de pé. “Quem sabe, nunca esquece”.

Foto de capa: Goal.com

Artigo revisto por: Diana Martins

Pedro Machado
Pedro Machado
Enquanto a França se sagrava campeã do mundo de futebol em casa, o pequeno Pedro já devorava as letras dos jornais desportivos nacionais, começando a nascer dentro dele duas paixões, o futebol e a escrita, que ainda não cessaram de crescer.                                                                                                                                                 O Pedro não escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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