CD Nacional 1-2 Vitória FC: O resumo de uma época num jogo só

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No jogo que marcava a despedida do CD Nacional da Primeira Liga, o último classificado, já matematicamente despromovido, recebia o Vitória FC, equipa que já não vencia há seis jornadas.

Com a Segunda Liga no horizonte, restava ao Nacional preservar algum orgulho e despedir-se dos seus adeptos com uma vitória. Isso mesmo assumiu João de Deus, antes do jogo frente a um conjunto sadino que protagonizara uma época estável e tranquila.

O dia estava cinzento na Choupana, nas zonas altas do Funchal, tal como as bancadas, praticamente despidas. E de um dia triste e cinzento não resultou um jogo alegre. Logo nos minutos iniciais, alguns dos adeptos presentes demonstravam a sua insatisfação, visando vários jogadores alvinegros.

O Nacional só aos 23 minutos se aproximou da baliza de Varela, beneficiando de um livre frontal, que acabou muito mal batido. Até então – e mesmo até ao final da primeira parte – só o Vitória conseguia ameaçar as redes caseiras, através de vários remates perigosos que, contudo, não desfizeram a igualdade.

Ao intervalo, o resultado era lisonjeiro para a equipa da casa, que bem podia agradecer à sorte – e a Adriano – por não estar a ser goleada. O futebol era pouco e os momentos dignos de registo apenas surgiam pelo lado vitoriano.

Durante o descanso, João de Deus decidiu retirar o desinspirado Aristeguieta, substituindo-o por Ricardo Gomes, mas logo aos 48 minutos o Nacional vê-se novamente obrigado a alterar o xadrez, face a uma potencial lesão muscular de Sequeira. O lateral esquerdo caiu sozinho, depois de ter ficado com o pé preso no relvado e para o seu lugar entrou o extremo moçambicano Witi.

Na segunda parte, o Nacional mostrava-se um pouco mais, conseguindo passar mais tempo na área do Vitória. De pouco serviu, já que os madeirenses continuavam sem conseguir criar hipóteses para incomodar as redes sadinas.

Foi só aos 70 minutos que o Nacional dispôs da sua primeira grande oportunidade, quando Witi, depois de uma reposição rápida de Adriano, subiu até à área setubalense e serviu Ricardo Gomes que, isolado, viu o seu remate travado por Bruno Varela.

E como quem não marca sofre, foi o Vitória quem chegou à vantagem, aos 74’ quando Edinho aproveitou para encostar a bola que o poste da baliza alvinegra devolvera.

A reação do Nacional foi quase inexistente, mas aos 88’ Witi conquistou uma grande penalidade, que Zequinha converteu, para repor a igualdade. No minuto seguinte, contudo, Zé Manuel voltava a colocar os visitantes na frente.

O resultado ficou então no 2-1, perfeitamente justificado para as hostes sadinas e com uma exibição triste e apática, que espelha na perfeição aquilo que foi a época do Nacional.

Marco António Milho
Marco António Milhohttp://www.bolanarede.pt
Nascido no Funchal, licenciou-se em Ciências da Comunicação, antes de passar pela redação do Diário de Notícias da Madeira. Dividido entre a rádio e a escrita, é amante incorrigível do jornalismo, do cinema, da história e do desporto em geral, onde o futebol e o basquetebol ocupam o lugar de destaque.                                                                                                                                                 O Marco escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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