A caminhada do Benfica na Champions League: entre o caos e a superação

- Advertisement -

A Champions League ganhou uma nova dimensão com este novo formato, e o Benfica é a prova disso mesmo. Um início catastrófico que culminou numa qualificação heróica.

Ao longo da competição foram disputados oito jogos: cinco derrotas, quatro delas de forma consecutiva, e três vitórias, num calendário que dificultou, e muito, as possibilidades de qualificação dos encarnados. No menu estiveram Qarabag, Chelsea, Newcastle, Bayer Leverkusen, Ajax, Nápoles, Juventus e Real Madrid.

Além dos adversários complicados, a estabilidade do Benfica, nos últimos meses, tem sido posta à prova. Entre eleições e mudanças de treinador, as águias, por culpa própria, não facilitaram esta caminhada, que poderia ter sido muito mais simples do que, na realidade, foi. Recordem-se as derrotas, em casa, frente ao Qarabag e ao Leverkusen: exibições muito abaixo do esperado que, por pouco, não comprometeram as hipóteses de passagem à fase seguinte da liga milionária.

Ainda assim, fruto da conjugação de resultados, o Benfica chegou à última jornada com hipóteses de apuramento — e conseguiu-o. Venceu o Real Madrid, exibindo um futebol nunca antes visto ao longo da presente época. Um enorme jogo colectivo que culminou na cabeçada de Trubin — sim, o guarda-redes ucraniano subiu à área e marcou o golo que garantiu a qualificação do clube português.

Mourinho soube ler o Real Madrid. Optou por um bloco baixo e compacto, não concedeu espaço para os espanhóis explorarem a profundidade, venceu a maioria dos duelos e contou com exibições individuais que sustentaram o plano traçado. Para além de Prestianni e Schjelderup, destaque ainda para as respostas de Sudakov, Dahl e Tomás Araújo.

Este jogo, e esta qualificação, demonstraram que existe potencial para fazer mais e melhor, tanto por parte dos jogadores como da equipa técnica do Benfica. É natural que se apontem limitações ao plantel, sobretudo num contexto de instabilidade, mas torna-se essencial saber utilizá-lo e potenciar o melhor de cada elemento. Nem sempre a resposta passa por procurar soluções no exterior.

Ainda assim, este resultado não apaga tudo o que tem sido visto dentro de campo. A vitória é importante, sim, mas não pode servir de álibi para meses de exibições aquém do exigível. Pelo contrário: esta qualificação deve funcionar como um aviso interno. Se este Benfica foi capaz de se superar quando tudo parecia perdido, então a fasquia não é negociável — é obrigatória.

Miguel Costa
Miguel Costa
Licenciado em Jornalismo e Comunicação, o Miguel é um apaixonado por desporto, algo que sempre esteve ligado à sua vida. Natural de Santiago do Cacém, o jornalismo desportivo é o seu grande objetivo. Tem sempre uma opinião na “ponta da língua”, nunca esquecendo a verdade desportiva. Escreve com acordo ortográfico.

Subscreve!

Artigos Populares

Já foi treinador do Benfica e vai assumir o comando do Alavés

O Alavés fechou a contratação de Quique Sánchez Flores. Técnico espanhol vai assinar contrato até ao verão de 2028.

Boston Celtics (sem Neemias Queta) vence Bucks e dá seguimento a série de triunfos

Os Boston Celtics venceram na casa dos Milwaukee Bucks por 108-81 na NBA. Português Neemias Queta não foi a jogo.

Estugarda avança por ex-Sporting: eis a situação

O Estugarda está interessado em Flávio Nazinho. Emblema da Bundesliga já iniciou conversações pelo ex-Sporting.

5 jogadores que podem decidir o Clássico entre o Sporting e o FC Porto

Não faltam candidatos a decidir este segundo Sporting x FC Porto da época, mas ficam cinco que podem assumir um papel decisivo

PUB

Mais Artigos Populares

Entre a urgência leonina e o ADN copeiro portista | Sporting x FC Porto

Sporting CP e FC Porto defrontam-se nas meias-finais da Taça de Portugal num daqueles jogos que dispensam introduções longas.

Rafa Silva atinge marca especial no Gil Vicente x Benfica

Rafa Silva tem agora 300 jogos na Primeira Liga. Avançado português atingiu a marca durante o Gil Vicente x Benfica.

José Mourinho: «Ele sabe que eu gosto muito deste Schjelderup e sabe que eu não gostava nada do Schjelderup que eu vi, que encontrei»

José Mourinho falou sobre vários temas em conferência de imprensa. Técnico do Benfica aborda evolução de Andreas Schjelderup.