Antevisão Roland Garros: Jannik Sinner tem caminho livre para fazer história?

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A cidade de Paris volta a ser o centro das atenções dos fãs de ténis, porque está prestes a arrancar a 125.ª edição do Roland Garros. Entre os dias 24 de maio e 7 de junho, os melhores tenistas da atualidade vão procurar conquistar um título histórico. Um título que não será defendido pelo seu atual detentor. Carlos Alcaraz lesionou-se no pulso direito durante o torneio de Barcelona e não estará apto para competir o segundo Grand Slam da temporada. Assim, abrem-se as portas para Jannik Sinner, Novak Djokovic e Alexander Zverev. Sem esquecer os portugueses, que pretendem continuar a fazer história.

O sorteio já está definido e podemos esperar jogos de alta qualidade, com os favoritos a não terem um caminho nada fácil até à final. Sinner e Djokovic só se podem encontrar na final. O sérvio poderá cruzar-se com João Fonseca, Alex de Minaur e Alexander Zverev. Já o número três mundial é, entre os cabeças de série, quem tem o caminho mais acessível. Em relação aos portugueses, Nuno Borges terá um início complicado, enquanto Jaime Faria ainda não conhece o adversário, tendo de esperar pela conclusão da fase prévia. Entre os 17 possíveis oponentes, encontra-se um tenista do Top 10 e seis cabeças de série.

Jannik Sinner é o principal candidato à conquista do troféu, devido à excelente temporada que está a realizar. O transalpino não teve um início fácil, não conseguiu revalidar o Open da Austrália, ao ser eliminado por Djokovic nas meias-finais, e no ATP 500 de Doha foi afastado por Jakub Mensik. Desde então, nunca mais soube o sabor da derrota e já conquistou os Masters de Indian Wells, Miami, Monte-Carlo, Madrid e Roma, tornando-se o primeiro tenista da história a conquistar cinco Masters 1000 consecutivos na mesma época.

Sinner tem tudo para conquistar o tão ambicionado Career Grand Slam. O tenista de San Candido estreia-se contra o wild card francês Clément Tabur e, caso ultrapasse esse obstáculo, seguirá para um duelo com Jacob Fearnley ou Juan Manuel Cerundolo. O primeiro cabeça de série que poderá enfrentar é Corentin Moutet, mas é a partir dos oitavos de final que o cenário começa a complicar-se. Caso o favoritismo se confirme, Luciano Darderi, Ben Shelton e Alexander Bublik podem tornar-se entraves para o número um do ranking.

Quem terá uma estreia traiçoeira é Novak Djokovic. Com 39 anos, o sérvio inicia Roland Garros frente a Giovanni Mpetshi Perricard. O tenista francês é um excelente servidor e promete ser uma verdadeira dor de cabeça para Nole. Na terceira ronda, o prodígio brasileiro João Fonseca é um dos possíveis adversários e, nos oitavos, poderá haver um duelo de grande qualidade contra Casper Ruud. Na fase seguinte, Alex de Minaur ou Andrey Rublev são os principais candidatos a enfrentar o sérvio. Djokovic procura o seu 25.º Grand Slam da carreira, um feito que ainda ninguém conseguiu.

Enquanto, Djokovic procura pelo 25.º Grand Slam, Alexander Zverev está em busca do primeiro título de um Major. O alemão não chega a uma final de um Grand Slam desde o Open da Austrália do ano passado e foi finalista vencido em Roland Garros em 2024. A caminhada de Zverev começa frente a Benjamin Bonzi e, em caso de vitória, segue-se Tomas Machac e Zizou Bergs. Nos oitavos de final, o nome mais sonante é o do jovem Arthur Fils e, nos quartos de final, existem várias possibilidades entre elas Taylor Fritz, Rafael Nadal e Jiri Lehecka. Quem poderá separá-lo da final é nada mais e nada menos do que Novak Djokovic.

Quanto aos portugueses, Nuno Borges enfrenta na estreia um cabeça de série, mas é um adversário de boa memória. O argentino Tomas Etcheverry, 25.º no ranking ATP, será o primeiro a medir forças com o maiato, que já o derrotou esta época no ATP 500 de Barcelona. Jaime Faria, pelo segundo ano consecutivo, volta a marcar presença no quadro principal de Roland Garros. O português na qualificação afastou Grigor Dimitrov, Colton Smith e Lukas Neumayer. Infelizmente, Frederico Silva e Henrique Rocha não conseguiram juntar-se aos compatriotas, ao serem eliminados por Federico Gómez e Borna Gojo, respetivamente.

Esta edição tem tudo para ser um torneio épico, mesmo sem o campeão em título. O sorteio aumentou ainda mais as expetativas, com possíveis grandes duelos nas fases mais avançadas, mas já na primeira ronda existem encontros que merecem muita atenção, porque poderão surgir surpresas inesperadas. Sem Alcaraz, a pressão recai em Jannik Sinner, que tem uma oportunidade de ouro para fazer história e cimentar o seu domínio no mundo do ténis. Sem dúvida, é a minha principal aposta para vencer o Open de França.

Gonçalo Carneiro
Gonçalo Carneiro
Gonçalo é licenciado em Ciências da Comunicação e encontrou na escrita o refúgio perfeito para se manter ligado ao mundo do desporto. Acredita que o jornalismo desportivo é o seu rumo ao estrelato.

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