Diego Riechelmann falou em exclusivo com o Bola na Rede sobre a sua carreira profissional e a presente temporada ao serviço do Amora.
Diego Riechelmann falou em exclusivo com o Bola na Rede, onde abordou a sua trajetória no futebol brasileiro, a chegada a Portugal para jogar no Portosantense e a fase de afirmação no Amora, que culminou com a subida de divisão do clube à Liga 3. O guardião brasileiro de 26 anos também comentou a presente época do amorenses e definiu os objetivos para o que resta da primeira fase da competição.
Diego Riechelmann começou por falar sobre a sua passagem pelo Santos e a transição para o Corinthians nos escalões de formação:
«Eu estive no Santos entre 2010 e 2016. Foi aí que comecei a sentir verdadeiramente o futebol. Foi aquela fase de menino, em que jogar era um prazer: fazer aquilo que eu gostava. Depois do Santos, com 16/17 anos, fui para o Corinthians. E aí foi um momento diferente, porque já não era só “jogar por gosto”. Era uma fase decisiva: ou eu ia ser jogador ou deixava o futebol para começar a estudar numa faculdade. O Corinthians foi o ponto de viragem, o momento em que percebi que isto era mesmo aquilo que eu queria para a minha vida».
O guarda-redes falou sobre o período em que esteve dois anos sem jogar futebol:
«Em 2020 ainda joguei, alternando entre a equipa B e os sub-23 do Corinthians, mas fui perdendo espaço. A partir de janeiro de 2021, que foi o meu último mês de contrato, as coisas começaram a mudar. Em março, vim para Portugal para fazer avaliações no Vitória SC e no Famalicão, mas não correu como eu esperava. Fiquei um pouco frustrado. A minha esposa estava grávida no Brasil, as coisas não estavam muito bem a nível mental e, nesse período pós-pandemia, acabei por deixar de jogar e comecei a fazer o curso de Medicina Veterinária. Entre meados de 2021 e 2023 foi um período de dois anos em que fiquei sem jogar futebol. Na altura, sentia claramente falta do futebol. Obviamente que voltar ao ritmo e recuperar a parte física foi difícil, mas também foi um processo de amadurecimento mental. Graças a Deus, hoje as coisas estão bem e estou feliz».
O guardião brasileiro lembrou o regresso aos relvados pelas portas do Portosantense:
«Decidi voltar a jogar em 2023. No início do ano comprometi-me a dedicar-me a 100% e a voltar a trabalhar a componente física, com o objetivo de ter uma oportunidade para jogar em Portugal. Foi nesse período que comecei a trabalhar durante seis meses para chegar o mais preparado possível ao Portosantense, uma oportunidade que acabou por surgir. Até dezembro dessa época no Portosantense, ainda não estava a jogar, mas a partir daí comecei a ser chamado e a entrar nos jogos. Apesar de termos descido de divisão, consegui realizar vários jogos que me ajudaram a crescer, e foi daí que surgiu a oportunidade no Amora».


O guarda-redes natural de Santos recordou a temporada transata que culminou com o regresso do Amora à Liga 3:
«O Miguel Valencia, que me trouxe nessa altura, juntamente com o Pedro Paiva, deram-me essa oportunidade, que foi muito importante para a minha carreira, e eu acabei por agarrá-la da melhor forma. Foi um ano incrível para mim e para o coletivo. Conseguimos atingir o principal objetivo, que era devolver o Amora à Liga 3. Foi um ano de muita aprendizagem. Evoluí bastante de forma geral, porque, querendo ou não, dois anos sem jogar atrasam-te bastante. Essa época, especialmente a primeira no Amora, ajudou-me a regressar ao nível que eu sabia que conseguiria atingir. Acredito que ainda posso chegar a um nível superior e estou sempre a querer mostrar mais e melhor».
Diego Riechelmann falou sobre o principal objetivo do clube nesta fase da temporada:
«O nosso objetivo é ficar entre os quatro primeiros. Ainda temos mais dois jogos e, apesar de não estarmos na posição que realmente desejamos, ainda há possibilidades. Os próximos desafios são importantes: Académica e Covilhã. Temos de ir em busca da vitória para garantir essa classificação e acredito muito no trabalho da equipa, agora com o novo treinador Ricardo Pessoa, que chegou recentemente. Estamos motivados para alcançar esse objetivo e entrar na fase de subida».
Sobre a chegada de Ricardo Pessoa ao comando técnico do Amora, Diego afirmou:
«É um treinador que chegou para nos ajudar, estamos entusiasmados, e não tenho duvidas que vai fazer um bom trabalho».
O guardião de 26 anos antecipou o jogo do Amora frente à Académica, referente à 17.ª jornada da Liga 3:
«Sabemos da qualidade de todos os atletas da Académica. É uma equipa muito forte e será um jogo difícil para nós, mas confiamos na nossa equipa e no trabalho que o treinador tem feito. Tenho a certeza de que vamos fazer um bom jogo».


Diego Riechelmann explicou as diferenças entre o futebol português e o futebol brasileiro:
«No Brasil, fiz sempre parte dos escalões de formação e aqui em Portugal fiz a minha estreia como sénior. Na minha opinião, a grande diferença é que, em Portugal, o futebol é muito mais táctico. Se falarmos da Série A do Brasil, obviamente que já existe muito detalhe a nível táctico, mas ainda se vê jogos muito partidos. Aqui, o futebol é mais organizado».
O guarda-redes traçou os objetivos a curto e longo prazo com a camisola do Amora:
«Quero continuar a focar-me no presente. O único objetivo que tenho agora na minha carreira profissional é levar o Amora o mais longe possível na Liga 3 e concretizar os objetivos a curto prazo, que passam por chegar à fase de subida, e, a longo prazo, levar o Amora à Segunda Liga. Se as coisas correrem bem no Amora, tenho a certeza de que tudo vai correr bem, sem dúvida».

