Quem acredita que não é possível mudar não tem um Farioli na sua vida. Francesco Farioli chegou no dia 6 de julho para salvar um FC Porto deprimido. Uma equipa desinspirada à frente e permeável atrás, com ideias de jogo frágeis e resultados ainda piores. Olhe-se o Mundial de Clubes 2025 e a batalha com o Braga pelo 3.º lugar na Primeira Liga, mesmo sem competições europeias. Um mês e meio depois, com a promessa cumprida do maior investimento da história, não sabemos onde está esse FC Porto.
Já não há dúvidas. O FC Porto não é uma brincadeira. É um sério candidato ao título da Primeira Liga, com um plantel melhor e mais profundo e uma identidade de jogo consolidada. Quando estão sem bola, destacam-se pela procura dos duelos, capacidade física e pressionante – que dificulta a respiração de quem a tem – e criação de situações rápidas de superioridade numérica para fechar linhas de passe e forçar precipitações/erros. Com bola, também frente ao Sporting, exploraram a largura e o espaço nas costas da pressão com saltos do adversário. O primeiro golo do FC Porto é um exemplo do calculismo e qualidade no ataque apoiado.
Luuk de Jong abriu o marcador 🐉#sporttvportugal #LIGAnasporttv #ligaportugalbetclic #SportingCP #FCPorto #betanolp pic.twitter.com/tE852U1B4I
— sport tv (@sporttvportugal) August 30, 2025
Analisemos agora individualmente o FC Porto (no geral). Francesco Farioli lançou pela primeira vez esta temporada Rodrigo Mora para a titularidade. O jovem atuou como médio-centro-esquerdo para substituir Gabri Veiga e ofereceu qualidade técnica, critério no passe e na condução. Uma das maiores novidades, face ao último jogo, foi o posicionamento de Borja Sainz: jogou mais interior do que o habitual e ajudou defensivamente Francisco Moura e Zaidu. Alberto Costa, Victor Froholdt e William Gomes funcionaram como um triângulo pelo lado direito e Luuk de Jong assumiu também um papel de ligação com os médios.
No Estádio de Alvalade, já se esperava uma batalha entre a construção do Sporting e a pressão intensa do FC Porto. Os leões, como em qualquer jogo, tiveram a missão de descobrir espaços ofensivos e esses, quando a pressão é alta e intensa, estão nas costas, o que se viu um jogo mais direto por parte do Sporting em certos momentos. O Sporting melhorou na segunda parte e registou bem mais posse de bolas e remates, porém não conseguiu evitar o desfecho. Pecou também por falhar certas ocasiões de superioridade numérica e muito espaço: por exemplo, na primeira parte, uma transição que terminou com remate de Pedro Gonçalves para corte de Alberto Costa.
pic.twitter.com/IxB4drls6i
— ElPibe⚽️ (@fcportomaradona) August 30, 2025
Na minha opiniáo,o 1º golo do @FCPorto no clássico foi marcado por Alberto Costa neste momento!🏃⚡️💪 https://t.co/ZsOX7EiyO5
Quis o destino que o FC Porto ganhasse o primeiro clássico da Primeira Liga 2025/26, mas, além de uma vitória importante que marca uma posição e deixa o Dragão na liderança isolada, há também algo implícito. Esta será uma das melhores corridas dos últimos anos pela Primeira Liga, com um passo à frente em termos de qualidade nos três grandes. O Sporting é bicampeão, o FC Porto já mostrou ser outra equipa e o Benfica também fez um investimento avultado. A pergunta agora é essa: quem é o principal candidato a ser campeão?