Esta quarta-feira, o Sporting defrontou, na Noruega, o FK Bodo/Glimt para a UEFA Champions League. A equipa sensação recebeu os leões e arrasou num desastroso 3-0 para a equipa de Rui Borges.
Antevia-se um desafio complicado e o relvado confirmou-o. O Bodo/Glimt tem vindo a afirmar-se como uma das equipas mais interessantes do futebol europeu recente, praticando um futebol fluido e ofensivamente muito sólido, com circulação rápida e uma pressão constante que raramente permite descanso ao adversário. Do outro lado estava um Sporting fustigado por um calendário pesado, com jogos sucessivos e exigentes, enquanto os noruegueses chegam a esta fase mais frescos, com uma época estruturada praticamente em torno da campanha europeia.
O Sporting entrou em campo com intenção de discutir o jogo de forma aberta, mas essa abordagem acabou por jogar a favor dos anfitriões. A equipa norueguesa conseguiu impor o seu ritmo e, com o passar dos minutos, foi empurrando os leões cada vez mais para trás. Houve momentos em que praticamente todos os jogadores leoninos estavam atrás da linha da bola, incapazes de sair com critério da pressão intensa do adversário.
A insistência do Bodo acabou por dar frutos. Depois de várias aproximações perigosas surgiu o momento decisivo da primeira parte: penálti cometido por Vagianidis sobre um jogador norueguês. Chamado a converter, o Bodo não desperdiçou e fez o 1-0. A partir daí a equipa da casa ganhou ainda mais confiança, intensificou a pressão, controlou o ritmo do encontro e manteve o Sporting longe da sua baliza durante largos períodos da primeira parte.


Na segunda metade os leões tentaram reagir. A desvantagem obrigava a mais ousadia e o Sporting procurou subir linhas, apostar em combinações rápidas e assumir mais risco ofensivo. Durante alguns minutos pareceu que a equipa portuguesa estava finalmente a encontrar espaço e a equilibrar o encontro.
Mas o futebol, tantas vezes, é cruel nos momentos em que se arrisca mais. Precisamente numa fase em que o Sporting parecia por cima, o Bodo voltou a ferir e acabou por chegar ao 3-0 que praticamente matou o jogo. O golpe foi duro e a partir desse momento os homens comandados por Rui Borges ficaram sem o fulgor necessário para procurar sequer um golo que mantivesse a eliminatória mais viva.
O resultado final, 3-0, deixa a tarefa muito complicada para o Sporting. Nas contas das equipas portuguesas na Europa resta agora esperar que em Alvalade a história seja diferente e que os leões consigam protagonizar uma reviravolta memorável.
Ainda assim uma coisa parece cada vez mais clara: este FK Bodo/Glimt é de facto a sensação desta edição da Champions League. Organizado, intenso e sem complexos perante adversários mais mediáticos, o conjunto norueguês deixou poucos espaços para dúvidas e a sua presença nos quartos de final pode estar muito perto de ser carimbada.

