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Redação Bola na Rede

João Francisco Gomes

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Benfica

Benfica | Os patinhos feios viraram cisnes em Milão

San Siro é daqueles palcos que, por si só, parecem exigir mais de quem lá entra. Talvez por isso, nos primeiros minutos, AC Milan e Benfica tenham preferido medir forças. Sem grandes riscos, sem grandes espaços e com ambas as equipas a estudarem-se, o jogo começou num ritmo morno, quase como se nenhuma das duas quisesse ser a primeira a dar um passo em falso. Até que apareceu Lukebakio, um ano depois de ter chegado ao Benfica, o belga finalmente mostrou, em Milão, aquilo que tantos esperavam dele. Partiu da direita, puxou para dentro e, com um remate colocado, fez aquilo que tantas vezes tinha feito no Sevilha. Um rasgo individual, daqueles que podem mudar um jogo, abriu o marcador no San Siro e deu ao Benfica a vantagem que até então ninguém tinha conseguido conquistar.

João Francisco Gomes · 2 min de leitura
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Benfica

Benfica | O pequeno-almoço de João Palhinha

Há cerca de uma semana e meia, João Palhinha foi finalmente oficializado como reforço do Benfica. Chegava ao fim uma verdadeira telenovela. Daquelas que enchem manchetes de jornais, programas televisivos, horas e horas de emissão, minutos e minutos de debate, e praticamente todos os segundos do dia a dia jornalístico e televisivo em Portugal. Uma telenovela que, pelo caminho, se foi alimentando de todos os problemas de Palhinha. Alguns relevantes, outros nem por isso. E que encontrou também nas redes sociais terreno fértil para crescer. Durante semanas, parecia que tudo o que se discutia era João Palhinha. O salário, o custo da operação, os encargos para o Benfica, as condições do negócio. Até surgiram, em jeito de brincadeira, publicações a calcular quanto custaria Palhinha aos cofres da Luz por levar marmitas para casa ou por outras despesas absolutamente insignificantes.

João Francisco Gomes · 3 min de leitura
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Resto do Mundo

Futebol | Quando se perde a paixão

Há momentos em que o futebol nos obriga a parar e a pensar no que estamos, afinal, a perder. Não são necessariamente grandes jogos, golos históricos ou finais decididas no último minuto. Às vezes, são acontecimentos fora das quatro linhas que, sem querer, dizem mais sobre o estado do jogo do que noventa minutos alguma vez poderiam dizer. Nas últimas semanas, três momentos distintos fizeram-me pensar na mesma coisa: paixão.

João Francisco Gomes · 5 min de leitura
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Primeira Liga

Primeira Liga | A Liga que queremos vender

No início desta semana, Rui Costa chegou ao Parlamento com uma petição sobre a Primeira Liga debaixo do braço. O presidente do Benfica surge como primeiro subscritor de um documento que pede a suspensão do processo de negociação centralizada dos direitos televisivos do futebol português. A posição do Benfica não é propriamente uma novidade. O clube tem sido, de forma assumida, a principal voz contra este processo. Também não é difícil perceber porquê. Entre os três grandes, é o Benfica aquele que mais terá a perder com uma redistribuição centralizada das receitas. Mas essa é uma discussão que já foi feita e que, por isso, não vale a pena repetir aqui. O que importa agora é fazer outra pergunta. Que Liga estamos, afinal, a tentar vender?

João Francisco Gomes · 5 min de leitura
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Campeonato do Mundo

O Mundial não precisa de mais donos

Quando Gianni Infantino chegou à FIFA prometeu modernizar o futebol. Anos depois, é impossível negar que o fez. A questão é perceber se essa modernização tem servido o jogo ou apenas o negócio. A mais recente proposta do presidente da FIFA segue precisamente essa linha. A ideia passa pela criação de uma empresa paralela à própria FIFA, responsável pela comercialização dos direitos audiovisuais e dos patrocínios dos Campeonatos do Mundo. Na prática, pretende-se concentrar numa nova estrutura um dos ativos mais valiosos do desporto mundial, transformando ainda mais o Mundial num produto comercial.

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Benfica

Benfica novo, mas com atitude antiga

A derrota do Benfica frente ao St. Gallen, por 2-1, não decide uma eliminatória, muito menos uma época. É apenas o primeiro jogo oficial de uma equipa que inicia um novo ciclo, agora sob o comando de Marco Silva. Seria precipitado retirar conclusões definitivas ou colocar em causa um projeto que deu os primeiros passos. Mas há derrotas que levantam questões que vão muito além do resultado. E esta foi uma delas.

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Serie A

Ruben Amorim no Milan | Segunda oportunidade à altura da ambição

Há treinadores que procuram o caminho mais fácil. Escolhem plantéis prontos a vencer, estruturas estabilizadas e contextos onde o risco é reduzido. Depois há Ruben Amorim. Um treinador que, ao longo da sua ainda curta carreira, parece sentir-se atraído precisamente pelo contrário: projetos históricos, mas necessitados de reconstrução. Clubes onde o peso do passado é enorme e a exigência do presente ainda maior. Foi assim no Sporting. É assim agora no AC Milan. A chegada de Ruben Amorim a San Siro representa muito mais do que uma simples mudança de clube. É a continuidade de uma identidade muito própria enquanto treinador. Amorim não chega para gerir um legado. Chega para construir um novo. Para alterar estruturas, moldar um plantel à sua imagem e implementar uma ideia de jogo que nunca abdica dos seus princípios. É um técnico que não se adapta ao contexto; procura adaptar o contexto às suas convicções.

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Benfica

Benfica e o caos na mudança: Entre José Mourinho e Marco Silva

A mudança de José Mourinho para Marco Silva ficará, certamente, como um dos processos mais conturbados dos últimos tempos no futebol português. Durante semanas, o Benfica ficou preso a um compasso de espera que pouco sentido fazia aos olhos dos benfiquistas. O clube aguardou pelas eleições do Real Madrid para poder antecipar ou, pelo menos, anunciar oficialmente o seu futuro. É verdade que Rui Costa, na conferência de imprensa da passada quinta-feira, garantiu que, independentemente do resultado eleitoral em Madrid, Marco Silva seria o novo treinador do Benfica.

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Benfica

O silêncio que vale por mil palavras | Benfica

O empate entre o Sport Lisboa e Benfica e o Sporting Clube de Braga na passada segunda-feira foi muito mais do que dois pontos perdidos. Foi o espelho de uma época desastrosa, um retrato cru de um clube perdido entre a falta de liderança, a ausência de rumo e um silêncio ensurdecedor vindo de quem devia dar a cara nos momentos difíceis. As bancadas falaram. E falaram alto. Os cânticos de pedido de demissão dirigidos a Rui Costa não foram apenas fruto da frustração de um resultado. Foram o culminar de meses de desgaste, de decisões incompreensíveis, de promessas vazias e de uma incapacidade gritante da direção em assumir responsabilidades. Mas perante o descontentamento crescente, a resposta foi o vazio. O silêncio. Um silêncio estratégico, quase calculado, onde o clube parece servir de escudo para proteger quem o dirige das críticas legítimas dos sócios.

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Benfica

Nem carne nem peixe: A derrocada total dos Encarnados

O Benfica entrou em campo esta segunda-feira com a consciência de que já não havia margem para erro. O objetivo era claro: vencer para manter intacto o sonho de regressar à Champions League e salvar uma época marcada por demasiadas oscilações. Mas este encontro carregava também outro peso. Mais do que três pontos, o jogo servia igualmente como teste ao futuro. Um palco decisivo para perceber se José Mourinho, nome cada vez mais associado à saída do Benfica, poderia olhar para este projeto com ambição e confiança. A resposta, infelizmente para os benfiquistas, acabou por ser negativa. O empate do Benfica frente ao Braga não representa apenas a perda de mais dois pontos. Representa o colapso definitivo de uma temporada falhada e o adeus às aspirações europeias mais importantes. E talvez o mais preocupante seja perceber que o Benfica nunca conseguiu verdadeiramente impor-se quando mais precisava.

João Francisco Gomes · 3 min de leitura
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As mais lidas hoje

O que toda a gente está a ler agora.

FC Porto

Vermelho estraga sonho azul  | Nottingham Forest 1-0 FC Porto

O sentimento em torno do Nottingham x FC Porto era claro: esperava-se uma partida extremamente intensa, equilibrada e decidida nos detalhes. Havia a perceção de que o FC Porto teria pela frente um adversário difícil, capaz de discutir cada lance e de aproveitar qualquer erro. Ainda assim, existia confiança de que a equipa portista, pela qualidade demonstrada ao longo da época, conseguiria impor o seu jogo e lutar pela qualificação. No entanto, este segundo jogo da eliminatória começou da pior forma para o FC Porto. O momento decisivo surgiu com a expulsão de Bednarek, um lance que acabou por condicionar profundamente toda a estratégia da equipa. Até esse momento, o Porto estava organizado, competitivo e dentro daquilo que se previa para uma partida desta exigência. Mas jogar com menos um jogador durante grande parte do encontro teve um impacto inevitável.

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FC Porto

FC Porto | Mentalidade de campeão e fome competitiva esmagam Estoril

O FC Porto fechou-se sobre si mesmo e, mesmo perante algum tipo de pressão que se tenta criar, esse ruído constante que os rivais procuram amplificar para ver a equipa vacilar, respondeu como os verdadeiros candidatos ao título respondem dentro de campo. Mais uma vez, provou por que razão lidera a tabela e por que, neste momento, é a equipa que mais argumentos apresenta para se sagrar campeã. A entrada em jogo foi esclarecedora. O FC Porto não quis apenas ganhar, quis resolver cedo. Com uma intensidade sufocante, pressão alta e uma agressividade competitiva quase visceral, entrou com sangue nos olhos, decidido a cilindrar o adversário desde o primeiro minuto. E assim foi. As dinâmicas ofensivas surgiram naturais, rápidas e objetivas. Num desses momentos de clarividência, Gabri Veiga desenhou um cruzamento perfeito para Pepe, que, com a frieza de quem conhece todos os palcos, abriu o marcador.

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Sporting

Frederico Varandas e os desafios para o novo mandato

A recente reeleição de Frederico Varandas, com uma vitória expressiva frente a Bruno Sá, veio confirmar aquilo que os sportinguistas parecem não ter dúvidas em reconhecer: a continuidade de um projeto que tem dado resultados. A massa associativa falou alto e reforçou a confiança numa liderança que, de forma inequívoca, tem desenvolvido um trabalho extraordinário à frente do Sporting CP. Perante este novo mandato, impõem-se, contudo, vários desafios que irão testar a solidez e a capacidade de execução da atual direção.

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Opinião

Sporting: E tudo o Bodo levou

Esta quarta-feira, o Sporting defrontou, na Noruega, o FK Bodo/Glimt para a UEFA Champions League. A equipa sensação recebeu os leões e arrasou num desastroso 3-0 para a equipa de Rui Borges. Antevia-se um desafio complicado e o relvado confirmou-o. O Bodo/Glimt tem vindo a afirmar-se como uma das equipas mais interessantes do futebol europeu recente, praticando um futebol fluido e ofensivamente muito sólido, com circulação rápida e uma pressão constante que raramente permite descanso ao adversário. Do outro lado estava um Sporting fustigado por um calendário pesado, com jogos sucessivos e exigentes, enquanto os noruegueses chegam a esta fase mais frescos, com uma época estruturada praticamente em torno da campanha europeia.

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Primeira Liga

A Liga dos Presidentes |  O “XG” conquistado fora do relvado

O jogo em Alvalade para a Taça terminou com uma vitória do Sporting Clube de Portugal por 1–0 frente ao Futebol Clube do Porto. No papel, foi um jogo competitivo, decidido pela margem mínima, com tudo aquilo que normalmente esperamos de um clássico do futebol português: intensidade, tensão e momentos de qualidade. No entanto, quando o dia terminou, aquilo que ficou no centro do espetáculo não foram os 22 jogadores em campo, mas sim as declarações dos presidentes. De um lado, Frederico Varandas; do outro, André Villas-Boas. Nos últimos anos, e já se tinha percebido isso na época passada, assistimos a um intensificar do protagonismo que os presidentes dos clubes, sobretudo os chamados “três grandes”, parecem querer assumir na narrativa da liga. A competição já não se joga apenas dentro das quatro linhas. Joga-se também nas salas de imprensa, nos microfones improvisados à saída dos estádios e nas declarações estrategicamente colocadas antes e após cada jornada.

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Braga

SC Braga x Vitória SC | A intensidade que queremos nos grandes jogos

Há qualquer coisa de diferente no ar quando o SC Braga e o Vitória SC se encontram. Não é apenas mais um jogo do calendário, não é apenas mais uma disputa por três pontos. É um acontecimento que se sente dias antes, que se discute nas ruas, nos cafés, nas famílias. Nos últimos tempos, o dérbi do Minho afirmou-se como o exemplo maior daquilo que o futebol português pode e deve ser quando a rivalidade é vivida com paixão e qualidade. Tem sido um palco de grandes jogos, de emoções fortes e de momentos que ficam gravados na memória coletiva.

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FC Porto

A “Muralha do Dragão” garante, mais uma vez, um pleno equilíbrio | FC Porto 1-1 Sporting

Esta segunda-feira trouxe ao Dragão um empate a uma bola que espelha quase na perfeição aquilo que foi o jogo entre FC Porto e Sporting: duas equipas que se respeitaram demasiado para se soltarem verdadeiramente. Sporting e FC Porto entraram em campo plenamente conscientes do peso do adversário e isso traduziu-se num encontro de cautelas, de linhas juntas e de riscos muito bem medidos. Não foi um jogo pobre por falta de ideias, mas sim um jogo condicionado por um respeito mútuo que travou qualquer veleidade mais ousada. O Porto apresentou-se numa lógica curiosa: ao preterir Pablo Rosario em detrimento de Gabri Veiga, optou por uma abordagem respeitadora, mas longe de ser tremendamente defensiva. Houve intenção de ter bola, de gerir ritmos e de não oferecer transições, sem nunca abdicar totalmente de chegar à frente. Do outro lado, o Sporting regressou à sua equipa mais base, deixando os reforços no banco e apostando num trio móvel no apoio ao avançado: Geny na direita, Pote no meio e Trincão pela esquerda, com permutas constantes entre Pote e Trincão. A dinâmica foi interessante e até prometedora, mas acabou por produzir poucos efeitos práticos frente a um adversário com uma defesa altamente disciplinada e rigorosa nos posicionamentos.

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