Taça da Liga: A análise tática da final entre Vitória SC e Braga

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Alexandre Ribeiro é treinador de futebol. Aos 46 anos, já orientou diversas equipas em Portugal como o São João Ver, Anadia, Valadares Gaia, Cinfães, Salgueiros ou Oliveirense, tendo estado também em Angola, no Sagrada Esperança, em 2023. Fez o ano todo de 2025 no KPV da Finlândia. O técnico português está também no Bola na Rede.

O SC Braga entrou melhor e conseguiu ultrapassar, em várias ocasiões a primeira pressão do Vitória, com os dois médios arsenalistas, João Moutinho e Grillitsch, a receberem nas costas e a partir daí, entraram com critério na segunda fase de jogo. O Vitória com apenas o médio Beni (que fez um excelente jogo) na aproximação aos centrais tornou a vida facilitada ao Sporting de Braga, quando pressionava a saída dos vimaranenses.

O Braga conseguiu montar micro-estruturas em triângulos e losangos nos corredores laterais, o que lhe permitiu manter a posse e ter a capacidade de atrair o Vitória aos corredores laterais e depois, a partir daí, atacar a profundidade ou virar o centro de jogo. Resumindo, o Braga, na primeira-parte, conseguiu ter, por mais tempo, o controlo do jogo e poderia ter ido para intervalo com mais de um golo de vantagem.

Na segunda parte o Vitória SC conseguiu equilibrar o jogo com maior qualidade posicional defensiva e ofensiva, com o Sporting de Braga a perder alguma disciplina posicional. O jogo tornou-se equilibrado e mais partido e acabou por ser definido na capacidade de uma equipa ter conseguido finalizar uma grande penalidade e a outra equipa não.

Vitória SC
Fonte: Paulo Ladeira / Bola na Rede
  • Momentos do Jogo

– O golo do empate do Vitória porque, até esse momento, mostrava sempre rasgos do seu jogo, mas sem a consistência necessária. Com o golo, ganhou confiança, conseguiu acelerar o seu jogo, criar oportunidades e retirar o conforto ao Braga.

– A grande penalidade falhada por Rodrigo Zalazar / defendida por Charles, que impediu a decisão nas grandes penalidades.

Ricardo Horta e João Mendes
Fonte: Paulo Ladeira / Bola na Rede
  • Destaques individuais

– A exibição de Charles que foi mantendo o Vitória no jogo e depois com o momento de inspiração no penálti do Braga.

– João Moutinho, que esteve sempre muito assertivo nas decisões, quer a fazer a equipa guardar a bola como a encontrar espaços para solicitar movimentos de rutura dos seus colegas. Foi fundamental na primeira fase de construção do Braga.

  • – Ndoye, que esteve para o Vitória nesta Taça da Liga como o nosso Éder esteve para a seleção portuguesa no Euro 2016. Entrou em dois jogos da Final Four com uma aura e uma crença que o fez ser protagonista em ambos os encontros.
Redação BnR
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