Abel Ferreira explica estratégia no triunfo do Palmeiras sobre o Flamengo: «Incentivámos o Emiliano a juntar-se ao Marlon na pressão sobre os dois médios deles»

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Abel Ferreira analisou o triunfo do Palmeiras no terreno do Flamengo de Leonardo Jardim por 3-0. Encontro referente à 17.ª jornada da Brasileirão.

O Palmeiras deslocou-se ao terreno do Flamengo e venceu a equipa de Leonardo Jardim por 3-0, no encontro da 17.ª jornada do Brasileirão. No final da partida, Abel Ferreira analisou o triunfo do verdão:

«Desde que estou aqui, há cinco anos, o futebol nesta liga é muito competitivo. Sabemos que vários resultados podem acontecer e que cada jogo é uma história diferente. Preparámos bem este jogo, mesmo com esse contexto de que falou. Agradeço a confiança dos nossos jogadores, que acreditam no trabalho mesmo em momentos difíceis, porque sabem que a equipa que já conquistou um título está a lutar por mais três. Numa época competitiva há sempre altos e baixos e é preciso manter a resiliência, foi isso que lhes disse».

O treinador português destacou a necesssidade da exigência competitiva para quem representa o Palmeiras:

«No Palmeiras, quando não se ganha, há sempre exigência. Quando isso acontece, ativamos o modo resiliência — é algo que faz parte de mim e que se reflete nesta equipa. Foi uma vitória justa. Claro que, quando o adversário fica com menos um jogador, numa expulsão justíssima — tal como poderia ter acontecido na final da Taça Libertadores Final — isso acaba por influenciar. Não me canso de o dizer, porque foi um lance exatamente igual. Ainda assim, foi uma vitória justa, num campo difícil, frente a uma equipa com excelentes jogadores, um excelente treinador e um público que puxou pela equipa do início ao fim. Foi uma atmosfera muito vibrante durante todo o jogo, não só pela qualidade da equipa, mas também pela energia do estádio. E os nossos adeptos que vieram, mesmo em minoria, fizeram-se ouvir».

Abel Ferreira explicou a estratégia do Palmeiras após a expulsão de Jorge Carrascal na primeira parte:

«A estratégia, a partir do momento em que ficámos com mais um jogador, deixou a nossa equipa um pouco perdida em relação ao encaixe. A partir daí, com superioridade numérica em campo, o que fizemos foi subir o Andreas e o López para pressionar a primeira fase de construção do adversário. Incentivámos o Emiliano a juntar-se ao Marlon na pressão sobre os dois médios deles, uma vez que já tínhamos superioridade na linha mais recuada».

Rodrigo Lima
Rodrigo Limahttp://www.bolanarede.pt
Rodrigo é licenciado em Ciências da Comunicação e está a frequentar o mestrado em Gestão do Desporto. Trabalha na área do jornalismo desportivo, com particular interesse pela análise de futebol.

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