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Abel Ferreira: «Quando um clube é melhor do que o Palmeiras, como foi o Botafogo, eu só tenho que vir aqui e parabenizar»

Ricardo João Lopes · 1 min

Abel Ferreira Palmeiras
Foto: SE Palmeiras

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Abel Ferreira analisou a derrota do Palmeiras frente ao Fluminense, relativo à última jornada do Brasileirão.

Abel Ferreira analisou a derrota do Palmeiras frente ao Fluminense, relativo à última jornada do Brasileirão.

Abel Ferreira não conseguiu levar o Palmeiras a mais um título no Brasileirão. A equipa de São Paulo perdeu com o Fluminense por 1-0 e terminou a competição em segundo lugar. O técnico assumiu estar desiludido:

«Eu tenho orgulho da minha equipa. Menos hoje. Hoje estou triste. Triste com o que os jogadores fizeram hoje, não esperava isso. Hoje, não lutámos. Merecemos todas as críticas. Fomos a sombra da nossa equipa. Hoje, todo mundo pode criticar, porque faltou alma. Quanto falta alma, tem que se falar. Nem o ano passado estava tudo bom e nem nesse ano está tudo mal. Sabem quem ganhou a Libertadores ano passado? O Flu, e veio a lutar contra a despromoção. Atlético-MG foi finalista de Copa do Brasil e Libertadores. A mim, ninguém vai ensinar que o futebol brasileiro é competitivo. Eu estou aqui há quatro anos. Quando um clube é melhor do que o Palmeiras, como foi o Botafogo, eu só tenho que vir aqui e parabenizar».

O técnico assumiu que não é obrigatório criticar o Palmeiras para elogiar o Botafogo, que conquistou o campeonato:

«Não preciso falar mal do Palmeiras para enaltecer o Botafogo. Foi o clube que mais investiu na América do Sul. Então, não precisamos falar mal do Palmeiras. O Senna não deixou de ser referência por ter ganho três títulos em dez anos. Você acha vergonha o que fizemos na Libertadores? Jogamos mal lá e fomos guerreiros aqui. No Brasileirão também. Agora, é fácil falar do treinador, do João, do Joaquim… Chegámos na nossa casa a poder ser campeões. Estava na nossa mão e não conseguimos. Fomos uma sombra. Mas contra o Botafogo tivemos tudo, e não conseguimos. Até o Botafogo chutar a primeira, chutámos quatro. Fizeram 1 a 0 num canto que não existiu. Depois, tivemos duas chances claras, a bater na trave. E o jogo acabou com a expulsão».

Ricardo João Lopes

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