Álvaro Arbeloa defende José Mourinho, Fede Valverde e Aurélien Tchouameni e condena as fugas de informação no balneário do Real Madrid.
Álvaro Arbeloa, em conferência de imprensa de antevisão ao ‘El Clásico’ entre Real Madrid e Barcelona, quebrou o silêncio sobre as recentes polémicas que têm envolvido o balneário do Real Madrid, com especial foco em Fede Valverde e Aurélien Tchouameni, não deixando de lado também a sua admiração por José Mourinho. Questionado se ainda considera o técnico português como «um de nós» (uno di noi), Arbeloa foi perentório e respondeu apenas com um: «Sim».
Sobre a situação disciplinar dos seus jogadores, o treinador espanhol elogiou a postura rápida e transparente do clube, bem como o arrependimento demonstrado pelos atletas, recusando crucificá-los na praça pública:
«Estou muito orgulhoso da contundência, rapidez e transparência do clube. E depois, de que os jogadores tenham reconhecido o seu erro, expressado o seu arrependimento e pedido perdão. A mim, isso basta-me. O que não vou fazer é queimá-los numa fogueira pública, porque não merecem. (…) Valverde e Tchouameni merecem que viremos a página, que lhes demos uma oportunidade de continuar a lutar por este clube».
Arbeloa fez questão de afastar qualquer cenário de falta de profissionalismo e comparou a situação ao histórico Juanito, lembrando que errar é humano e que o mais importante é a entrega ao clube. O técnico mostrou-se, contudo, profundamente agastado com os recentes casos de fugas de informação a partir do interior do balneário madridista:
«Que se filtrem coisas que se passaram no balneário parece-me uma traição ao Real Madrid. A este símbolo. Uma deslealdade. Não trabalho na CIA nem nada do estilo. Não estou a acusar os meus jogadores, nem ninguém; não posso fazê-lo. (…) O que se passa com os meus jogadores vai ficar entre eles e eu», rematou.



