Em entrevista à DAZN, Anatoliy Trubin analisou a temporada do Benfica, definiu objetivos para a próxima e relembrou a experiência com José Mourinho.
Anatoliy Trubin cumpriu a terceira temporada ao serviço do Benfica, depois de chegar à Luz em 2023 por 10 milhões de euros. Em declarações à DAZN, o internacional ucraniano refletiu sobre a temporada 2025/26:
«Foi difícil, para dizer a verdade. Tivemos zero derrotas, mas não perder não é o mesmo que vencer. Precisamos vencer os nossos jogos, temos de ser campeões. Perdemos muitos pontos onde teríamos de vencer, é estranho entender, mas é a realidade».
De seguida, o guarda-redes de 24 anos reforçou que a equipa tem de assumir a responsabilidade e trabalhar para regresso aos títulos:
«Terceira posição no campeonato… é a vida, temos de assumir a nossa responsabilidade, aproveitar as experiências e evoluir, a vida continua e temos de ser melhores na próxima temporada para fazer felizes novamente os adeptos, para fazer feliz novamente este grande clube, ganhar títulos pelas nossas famílias e pelos nossos adeptos».
Para lá do golo histórico frente ao Real Madrid na Champions League, Anatoliy Trubin escolheu o segundo momento mais marcante da temporada:
«Diria ganhar a Supertaça. Foi o primeiro jogo da época, quase a 1 de agosto [31 de julho], que é o meu aniversário, e foi o jogo 100 pelo Benfica. Foram diferentes sensações, foi um jogo especial para mim e para o clube, porque ganhámos um troféu».
Relativamente à experiência sob o comando de José Mourinho, o internacional ucraniano revelou um pedido do técnico português:
«Foi uma experiência inacreditável, este treinador ganhou tudo, tem muita experiência sobre tudo. Pessoalmente, o que ele me disse uma vez é que precisava de melhorar o meu nível de comunicação, o meu nível de mentalidade, porque ele dizia que como guarda-redes precisava de falar mais com os defesas. Também me disse depois de uma vitória que tinha corrido tudo bem, mas lembrou-me que um segundo, um momento podia mudar tudo. Ele falava pouco, mas tinha sentido em tudo o que dizia. Foi incrível».
Por fim, afirmou estar feliz ao serviço do Benfica, confessando aquilo que mais aprecia em Portugal:
«É inacreditável, jogar quase 150 jogos pelo Benfica é um feito enorme, só podia sonhar com isso quando cheguei, há três anos, sem conhecer a língua, o país, nada. Foi a minha primeira experiência fora da Ucrânia. Com esta experiência estou cada vez melhor, estou no caminho certo para melhorar o meu jogo. Gosto muito tempo, dez meses de sol é perfeito. As pessoas… dentro e fora do clube ajudam-me muito, sinto que são muito simpáticos com os estrangeiros. Comida? A melhor é a ucraniana, mas adoro a portuguesa».



