André Villas-Boas reflete sobre o sucesso do FC Porto em 2025/26: «Não é acaso, não é sorte, não é circunstância»

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André Villas-Boas afirmou que 2025/26, temporada em que o FC Porto conquistou o pleno de títulos, «ficará para sempre na memória».

A temporada 2025/26 do FC Porto foi de enorme sucesso a nível desportivo, conquistando um pleno de títulos histórico no futebol. Na sua habitual rubrica na Revista Dragões, André Villas-Boas refletiu sobre a época, começando por afirmar que o êxito vem do trabalho de toda a estrutura:

«unho fechou uma época que ficará para sempre na memória do Futebol Clube do Porto. Uma época de títulos, de afirmação, de orgulho e de uma união que nos deve levar àquilo que mais nos define: a ânsia de vencer. 2025/26 será para sempre um ano especial na história do FC Porto. Um ano do Dragão. Fomos Campeões Nacionais seniores, conquistando o 31.º título. Vencemos nos Sub-19, nos Sub-17 e nos Sub-15. Fizemos um pleno histórico no futebol nacional, repetindo feitos que só o FC Porto alcançou, como em 1985/86 e 1997/98. A isto juntámos o título nacional do futebol feminino, com subida à Primeira Liga, e uma época brilhante da equipa B, que igualou o recorde de pontos anteriormente alcançado quando se sagrou campeã. Isto não é acaso. Não é sorte. Não é circunstância. É trabalho. É método. É critério. É uma visão clara sobre o que queremos para o futebol do FC Porto: vencer hoje, formar melhor para amanhã e construir uma estrutura que sustente o futuro».

O presidente do FC Porto deixou também vários agradecimentos aos elementos que contribuíram para o pleno de títulos e o desenvolvimento de jovens jogadores:

«Antes desta época, e desde 2010/11, o FC Porto tinha conquistado apenas seis dos 39 títulos nacionais disponíveis nos escalões de Sub-19, Sub-17 e Sub-15. Este pleno tem, por isso, um significado ainda maior. É a confirmação de uma mudança de rumo, de ambição e de exigência no nosso projeto formativo que queremos que perdure no tempo e transforme, a seu tempo, jogadores juniores em jogadores profissionais na equipa principal. Deixo, por isso, uma palavra de enorme reconhecimento a todos os jogadores, treinadores, equipas técnicas, departamentos de apoio, unidade de saúde e performance, scouting, gestão desportiva e executiva, e a todos os que trabalham diariamente para elevar o jogador formado no Porto. Em particular, ao José Tavares, Diretor da Formação, pelo trabalho que tem desenvolvido desde o seu regresso ao FC Porto. Em apenas dois anos, ajudou o Clube a alcançar mais um pleno que entra diretamente na nossa História. Cumprimento também o Sérgio Ferreira, o José João e o Manuel Prata, bem como as suas equipas técnicas, pelo trabalho realizado nos respetivos escalões. Saúdo igualmente o João Brandão pela excelente época da equipa B, o Daniel Chaves e o Professor José Manuel pelo percurso notável do futebol feminino, que nos trouxe o título, a subida e uma presença na Jamor que muito nos orgulhou».

André Villas-Boas fez questão de destacar o trabalho e a gestão de Francesco Farioli:

«Também no futebol sénior, este ano teve um nome incontornável: Francesco Farioli. Liderou com método, coragem e uma exigência profundamente identificada com aquilo que é o FC Porto. Percebeu rapidamente o Clube, agregou o grupo, potenciou talento e devolveu-nos ao lugar que a nossa História exige. O sucesso transversal do futebol portista nasce também dessa cultura competitiva comum, em que todos trabalham para ganhar e para elevar diariamente o símbolo que representam».

De seguida, os agradecimentos estenderam-se aos orgãos sociais e membros da estrutura do FC Porto:

«Este ano do Dragão não pertence apenas a quem entra em campo. Pertence também a quem sustenta, acompanha, decide, executa e protege o Clube todos os dias. Quero, por isso, deixar um agradecimento profundo aos órgãos sociais do Futebol Clube do Porto, à Direção, à Administração, à Comissão Executiva e a todas as equipas diretivas e executivas que me acompanham diariamente. Nada do que construímos este ano teria sido possível sem lealdade, competência, coragem e sentido de missão. Houve decisões difíceis, horas longas, momentos de pressão e uma exigência permanente principalmente depois de uma época frustrante como foi a época de 2024/25. Mas houve, acima de tudo, uma estrutura unida em torno do mesmo objetivo: devolver o FC Porto ao caminho da vitória e colocá-lo na rota do título. E esse caminho não se fez apenas no futebol».

André Villas-Boas abordou também a conquista do campeonato nacional de basquetebol:

«No basquetebol, voltámos a ser Campeões Nacionais dez anos depois. Foi um título com um sabor especial, conquistado por uma equipa que se reinventou várias vezes ao longo da época, enfrentou lesões, imprevistos e dificuldades, mas nunca perdeu a crença. Sob o comando do Fernando Sá, campeão nesta casa enquanto jogador e agora campeão como treinador, o FC Porto voltou a tocar o lugar que ambicionava. É uma conquista bonita, justa e profundamente portista. Reconheço também o trabalho do Mário Santos, Diretor-Geral das Modalidades, e do Alberto Babo, vogal da Direção para as modalidades profissionais, pelo esforço desenvolvido na renovação desta equipa e na construção das condições que nos permitiram voltar a ser campeões. E não esqueço o Pedro Machado, jovem da formação do basquetebol do FC Porto, que batalhou toda a época contra um cancro e que também se sagrou Campeão Nacional. A sua força inspirou-nos. Este título também é dele».

Por fim, refletiu sobre a temporada FC Porto nas modalidades:

«Nas modalidades, o ano foi de excelência. Fomos Campeões Europeus de hóquei em patins pela quarta vez, com uma equipa que se reinventou, praticou um hóquei de enorme qualidade e voltou a tocar o céu europeu. No voleibol feminino, conquistámos o Campeonato Nacional e a Taça de Portugal. Celebrámos o triplete no bilhar e o tricampeonato de goalball no desporto adaptado. Isto é ecletismo com ambição. Isto é Porto em todo o lado. Isto é um Clube que não compete para participar: compete para vencer».

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