Ángel Di María reflete sobre primeira passagem no Benfica e destaca José Mourinho: «Número um, longe dos outros, como pessoa e como treinador»

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Numa entrevista ao jornal AS , Ángel Di María refletiu sobre vários pontos da sua ilustre carreira, incluindo as passagens pelo Benfica, e elogiou José Mourinho.

Angel Di María concedeu uma entrevista ao jornal AS, na qual refletiu sobre a sua ilustre carreira e alguns dos momentos mais marcantes da mesma. O campeão do mundo pela Argentina falou sobre vários temas, incluindo a sua primeira passagem pelo Benfica, a sua experiência com José Mourinho e a sua previsão para o embate entre as águias e o Real Madrid.

O extremo relembrou a forma como se revelou para o futebol mundial através dos seus desempenhos pelo Benfica:

«Fui vivendo dia a dia até que no terceiro ano em Portugal explodi a grande nível e começaram a chegar ofertas dos grandes da Europa. Quando o Madrid apareceu, era óbvio que ele não podia dizer não. É o maior clube do mundo e foi um privilégio poder ir. Foi um desafio muito bom porque cheguei ao clube de mais alto nível que um jogador pode alcançar».

José Mourinho também chegou ao Real Madrid no verão de 2010, e o argentino deixou fortes elogios ao técnico português:

«Mou é o número um, longe dos outros, como pessoa e como treinador, pelo que dá ao jogador, à equipe e ao clube. Ele me deu tudo e sempre serei grato a ele. Ele deu a cara para eu ir para Madrid depois de um Mundial em 2010 que não foi bom em termos de desempenho pessoal e e ele apoiou-me para que eu estivesse ao seu lado».

De seguida, abordou o embate entre o Benfica e o Real Madrid da próxima quarta-feira:

«Desta vez, fico no meio (risos). O Real Madrid está quase classificado e o Benfica tem mais dificuldades, mas não consigo decidir-me. Fui muito feliz nos dois lugares e não consigo escolher. Que seja a vontade de Deus».

Angel Di Maria falou também sobre a sua experiência com Cristiano Ronaldo, elogiando o seu índice de trabalho:

«Em termos de profissionalismo, Cris é de longe o número um. A sua forma de trabalhar, de se manter, de tentar sempre ser o melhor lutando com Leo era muito louvável, mas coincidiu com a era de Messi e isso complicou bastante o seu objetivo».

Por fim, referiu que gostaria de embarcar numa carreira de treinador após se aposentar como jogador e não quis usar José Mourinho como referência:

«Vou tentar ser eu mesmo, tal como quando era jogador de futebol. Como jogador, nunca quis ser igual a ninguém e, como treinador, vai ser a mesma coisa. Não quero seguir o exemplo de ninguém e quero que a minha equipa faça o que sai de mim».

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