A La Liga 2 terá o seu pontapé inicial na sexta-feira, a partir das 19h30, com um Real Sociedad B x Castellón. Um filial contra um emblema que lutou até ao último suspiro pela promoção à La Liga em 2025/26 dão começo a mais uma época com 42 jornadas, que promete emoções fortes. Falamos do campeonato conhecido como Liga Hipertensão (muito devido ao patrocínio Hypermotion), um viveiro de talentos, construído por equipas históricas e por outras que almejam um lugar no coração dos adeptos do desporto rei.
Se o Championship é o rei dos segundos escalões, a La Liga 2 é o príncipe, tratando-se de uma prova com cada vez mais olhos postos em cima, especialmente de Portugal. A cada janela de transferências chegam reforços à Primeira Liga oriundos da divisão, que geralmente não dececionam. As subidas de Racing Santander, Málaga e Deportivo de A Coruña e as despromoções de Huesca, Real Zaragoza, Mirandés e Cultural Leonesa levaram a que figuras conhecidas (e instituições históricas) desaparecessem do mapa. Para alguns o nível baixou, para outros as portas abriram-se para analisar novas figuras. No entanto, existem suspeitos do costume.
Os 4 grandes candidatos à subida direta


A estrutura da fase regular da La Liga 2 é simples de entender e um modelo muito comum ao largo da Europa. Dois promovidos de forma direta, quatro emblemas que disputarão a última vaga de ascenso através de um playoff. Os últimos quatro classificados da tabela de 22 são despromovidos ao pesadelo que se chama Primera RFEF.
O Mallorca afirma-se como um dos grandes candidatos à subida, depois de uma despromoção inesperada. A turma das Baleares tinha um plantel para realizar uma época tranquila, mas Jagoba Arrasate e Martín Demichelis acabaram por não guiar a formação do Son Moix ao caminho certo.
Pablo Ortells começou a temporada com uma surpresa. Martín Demichelis, que tinha renovado contrato, partiu para o RB Leipzig e o projeto começou sem um treinador. Luis García, homem que conhece bem a casa (passou como jogador em 2004/05) foi o eleito, depois de ter logrado chegar aos playoffs com o Las Palmas. Ainda que o nome não entusiasme, há confiança nos adeptos bermellones, com a subida direta a ser o principal objetivo.
As saídas de Léo Román, Jan Virgili, Vedat Muriqi e Samu Costa não surpreenderam ninguém e deixaram dinheiro em caixa, para uma reconstrução. Entre os reforços, destacam-se dois: Adrián Fuentes, chegado do Córdoba por dois milhões de euros e Arnau Tenas, cedido pelo Villarreal. A direção desportiva rapidamente percebeu o básico: para se alcançar o sucesso na La Liga 2, é obrigatório contar com um goleador e com um guarda-redes que dê pontos (Adrián Liso promete ser outro elemento diferenciador).
À mesma conclusão chegou o Real Oviedo, outro despromovido que mudou a equipa técnica. Julián Calero sabe o que é subir à La Liga, depois de o ter logrado com Levante. Nas Astúrias mora um dos melhores guarda-redes da prova, Aarón Escandell, e a dupla de avançados que mais expectativa está a gerar nos aficionados, Chris Ramos e Carlos Fernández. Se fisicamente estão os dois a 100%, vão ultrapassar os dois dígitos cada um.
O Real Oviedo ficou órfão de Santi Cazorla e Haissem Hassan, que rumou ao Celtic. O agora ex-craque do lado azul do Principado conseguiu-se destacar no Mundial 2026 pelo Egito. Samu Rodríguez (um destaque no Alcorcón), Aisar Ahmed (que viveu uma história de sonho no Ceuta) ou Aritz Aldasoro (que ajudou o Racing Santander a ser promovido), prometem gerar curiosidade. Estanis Pedrola vai tentar reencontrar-se no Carlos Tartiere.
Quem também quer que a sua passagem pela La Liga 2 seja rápida é o Girona, que colocou um ponto final na etapa Míchel. A tarefa dos catalães é mais do que hercúlea. Foram do céu ao inferno em poucos anos e procuram encaixar na nova realidade. O elenco continua a ser de elite: Alejandro Francés, Fran Beltrán, Azzedine Ounahi (se ficar), Iván Martín, Christian Stuani, Abel Ruiz, Bryan Gil, entre outros. Porém, o homem do leme mudou.


O Girona optou por apostar num nome que conhece bem a instituição. Quique Álvarez, auxiliado por Óscar Álvarez, seu irmão, deu o salto dos B’s para o A’s, com a missão de devolver a turma do Montilivi ao principal escalão. Quique Cárcel continua a ser a cabeça do projeto. Neste mercado regressaram Izán González e Min-su, depois de terem estado cedidos. Dois nomes que prometem conquistar um lugar no onze inicial. O clube está a rejeitar várias ofertas pelos seus elementos, mantendo a base do plantel.
O único emblema que pode ser colocado como um dos candidatos diretor à promoção que já estava na La Liga em 2025/26 é o Almería, que é absolutamente obcecado com esse objetivo. Com Cristiano Ronaldo no quadro de associados, os andaluzes chegaram à final do playoff contra o Málaga e voltaram a desiludir. Rubi foi demitido e Javier García Pimienta contratado. Ao contrário do que sucedeu em outros mercados. O clube do Juegos Mediterráneos está bem mais contido, apostando na chegada de jogadores sem custos, mas com experiência: Mikel Vesga, Brian Cipenga, Jorge Pulido ou Álex Sola. Quim Junyent aterra proveniente do Barcelona para ser a nova promessa. Miguel de la Fuente e André Horta foram garantidos em definitivo. Até ao momento, apenas três milhões de euros investidos por um clube que tem em Sergio Arribas o seu principal ativo.
A estrutura do Almería está cansada de bater na trave e, numa edição em que há menos tubarões presentes, sente que 2026/27 pode ser o ano do regresso, embora o plantel apresentado seja mais tímido do que os que outrora foram apresentados.
O sonho de atingir o playoff ou algo mais


A La Liga 2 é sinónimo de indefinição até ao ponto final. Os lugares de playoff são alvo de disputa até ao último segundo, com equipas a almejarem pelo menos mais dois jogos e outras a deixarem os seus adeptos em lágrimas.
A fava de 2025/26 caiu ao Burgos, que perdeu a sua vaga no último jogo. Depois disso, revolução quase total no El Plantío. Não por necessidade, mas por cobiça. Luis Ramis foi deixou o banco da turma de Castela e Leão para assinar pelo Osasuna (Lizancos está lesionado, mas ainda lhe pode fazer companhia), Fer Niño foi vendido ao Elche por quatro milhões de euros, Miguel Atienza, Iván Morante e Iñigo Córdoba mantiveram-se na La Liga2, mas rumaram a outros projetos.
Michu está a viver semanas de trabalho intenso, mas trouxe nomes capazes de fazerem a diferença no escalão: Álex Forés, Javi Llabres, Oier Luengo, José Gragera ou Ignasi Vilarrasa. Apesar das mudanças profundas, no Burgos vive-se um ambiente positivo, com esperança de atingir desta vez o playoff, mas olhando inicialmente para a tranquilidade. Sergio Francisco é o novo homem do leme. Mostrou os seus dotes na Real Sociedad B, mas na equipa principal ficou curto. Está no patamar ideal para crescer.
Quem também mudou de treinador foi o Leganés, que contratou Rubén Albés, um dos cabecilhas da sua geração de técnicos. Apesar da temporada 2025/26 abaixo da média, o Butarque está entusiasmado, principalmente por algumas entradas no plantel. Miguel Atienza deixou de liderar o meio campo do Burgos para passar a ser pepinero. Ismael Gharbi continua sem espaço no Braga e na Comunidad de Madrid promete espalhar magia, algo que já faz nos jogos particulares.
Juan Cruz saiu para o Málaga, mas o empréstimo do extremo não deixou quase nenhuma viúva, pese embora o talento que o jogador detém. Duk, que passou pelo futebol português, também saiu. Pede-se ao Leganés a luta pelo playoff, um clube que já esteve em outras andanças bem recentemente.


O Castellón viveu a possibilidade ser promovido à La Liga em 2025/26, mas escorregou nos playoffs. No entanto, no Castalia poucos sonhavam com essa hipótese no começo da última temporada. A grande revelação foi Pablo Hernández, que dentro de campo já tinha mostrado a sua qualidade. Como treinador é um dos mais promissores.
Sabemos como o Castellón contrata, por uma base onde a estatística tem muita influência. Bob Voulgaris já mostrou que sabe o que está a fazer. Não importa a nacionalidade e a competição em que o jogador esteja inserido, tampouco é grande influência. Para a turma da Comunitat Valenciana, o que interessa são as caraterísticas e como pode o atleta encaixar no estilo implantado. Álex Calatrava (que promete ser uma revelação para muitos em 2026/27) e Jozhua Vertrouwd partiram para a La Liga. Os programas utilizados ditarão os respetivos sucessores.
O Las Palmas, tal como o Almería e o Castellón, também se ficou pelos playoffs em 2025/26, perdendo o seu treinador, Luis García. A formação das Canárias tem esta época um incentivo, o facto de voltar a partilhar campeonato com o seu grande rival, o Tenerife. Rubén de la Barrera, que já passou pelo Vizela, é o novo treinador e o seu estilo obedece ao que se quer ver no Gran Canária: posse, domínio e bom futebol.
Perdeu-se o grande maestro da última época: Lorenzo Amatucci. O italiano estava cedido pela Fiorentina e assinou pelo Deportivo de A Coruña. Mais do que a entrada de alguns jogadores, a pré-temporada do Las Palmas tem sido marcada pela ascensão de Rafa Cruz, de apenas 16 anos. Pedri e Alberto Moleiro foram forjados no lado amarelo das Canárias e o jovem extremo é a nova coqueluche. Jefté também promete golos, depois de um 2025/26 de topo no Albacete. Um plantel liderado por Kirian Rodríguez e Jesé Rodríguez, que pelo menos quererá chegar aos playoffs.
Ao navegar-se pelas redes sociais, os internautas que apoiam o Sporting Gijón estão entusiasmados como poucos. Nicolás Larcamón é o novo técnico, que viverá a sua primeira experiência na Europa. É cada vez mais habitual a Espanha ser uma porta de entrada para treinadores que conseguem alcançar o sucesso no México.
Apesar da saída de Jonathan Dubasin para o Osasuna por quatro milhões de euros, no El Molinón vive-se a sensação de que o playoff é o objetivo mínimo. Muito para isso contribuiu a chegada de Hugo Guillamón, que esteve no Mundial 2022 e já foi referência no Celta de Vigo e no Valência. O Sporting Gijón quer alcançar o nível que o Real Oviedo conseguiu atingir no último par de anos. Ainda devem chegar mais reforços, mas é um emblema candidato a revelação do ano.
Históricos em busca de recuperar o estatuto


Na La Liga 2 é complicado estar a meio do caminho. Os emblemas por vezes surpreendem e encaixam no comboio do playoff. Outras vezes desiludem e lideram a fuga à despromoção. Granada e Valladolid são dois emblemas semelhantes no que diz respeito aos seus objetivos. Tratam-se de dois históricos que querem fazer melhor do que em 2025/26, mas o orçamento não é abundante, bem pelo contrário. Isto leva a uma ginástica dos diretores desportivos e dos treinadores, curiosamente, dois nomes experientes: Pacheta e Fran Escribá.
Os andaluzes perderam a sua referência ainda em janeiro, com a partida de Souleymane Faye para o Sporting. A turma do José Zorrilla perdeu um craque geracional como Chuki para o Werder Bremen. Não há grande capacidade para fazer mudanças. Luis Chacón chegou ao Real Valladolid para ser uma das estrelas da companhia, depois de uma boa época na Cultural Leonesa. Alejandro Marqués quer voltar a ser goleador no Granada, após passar pelo Estoril Praia.


Dois históricos que se viram ‘obrigados’ a pensar de forma humilde, mas que continuam a ter algumas armas. Sergio López, Jorge Pascual, Baila Diallo, David Torres, Ramón Martínez ou Iván Alejo podem ser diferenciadores. Ainda assim, não são dois clubes que não estão a entusiasmar e que necessitam de um abanão.
Quem foi alvo de um autêntico terramoto foi o Cádiz, que se escapou por pouco à despromoção à Primera RFEF. O plantel tem uma cara lavada e foram contratados nomes na teoria interessantes, mas que necessitam de mais companheiros: Jokin Ezkieta, Javi Castro, Urko Izeta, Ibon Sánchez… o grande problema não parece estar no plantel.
Nos últimos dias, Imanol Idiakez, técnico que garantiu a manutenção aos andaluzes, foi demitido após realizar toda a pré-temporada. Para o seu lugar entrou Albert Celades, que foi surpreendido na sua apresentação. Ao ser questionado sobre o facto de o objetivo passar pela chegada ao playoff (admitido por Christian Septién) em conferência de imprensa, o técnico disse que não foi isso que lhe foi transmitido. Falha de comunicação ou primeira cisão? Tema a acompanhar.
Pouco separa o Eibar de ser um simples clube histórico desta lista a ser um candidato válido ao playoff. Os bascos têm no Ipúrua a sua grande fortaleza e o plantel não sofreu grandes mudanças. Unai Elgezabal, Pejiño, Imanol ou Iván Gil são boas incorporações na teoria. José Corpas e Marcos Moreno são perdas importantes, mas não muito graves.
A grande dúvida na situação do Eibar é o treinador. Beñat San José realizou um 2025/26 de menos a mais, deixando de estar em risco de despromoção para deixar os armeros a salivar pelo playoff. O treinador conseguiu mudar-se para La Liga, ocupando o lugar de Iñigo Pérez no Rayo Vallecano. A estrutura contratou um nome óbvio. Jokin Arambarri deixou o Athletic Club B para assumir o projeto. A sua falta de experiência cria dúvidas e um eventual mau começo pode ser fatal.
O Eibar é um clube simpático, com muitos elementos caraterísticos, mas já não tem o mesmo orçamento dos últimos anos. Ainda assim, é justo que os seus adeptos sonhem com algo mais do que uma época tranquila.
Sobreviver é a primeira missão


Antes de pensar numa eventual subida, quiçá numa presença em playoffs, o grande objetivo de parte das instituições é a sobrevivência, a manutenção no futebol profissional. Uma queda para a Primera RFEF pode significar um longo período de obscuridade. Que o diga o Deportivo de A Coruña ou outros históricos que ainda estão mergulhados no terceiro escalão, como o Real Múrcia ou o Tarragona.
Apanhando o ferry em Algeciras, chegamos a Ceuta uma hora depois, uma região que tem surgido nas notícias por tudo, menos pelo futebol. Uma crise migratória sem precedentes e que poderia inclusivamente provocar o adiamento do primeiro encontro no Alfonso Morube, tese defendido por José Juan Romero, treinador da equipa:
«Sinto um pouco de vergonha e constrangimento em falar de futebol, ou em dar uma conferência de imprensa sobre um jogo de futebol, tendo em conta o que estamos a viver na cidade. E acho que o futebol, na qualidade de porta-voz que é, tem de se pronunciar sobre o que está a acontecer aqui. É muito forte. Acredito sinceramente, e se dependesse de mim, que o Ceuta não jogaria neste momento, porque acho que todos devemos bater com a mão na mesa e dizer o que se está a passar. Parece que, para além das fronteiras, pouco se dá importância a isto. E não é justo. Somos ceutianos porque estamos aqui há muitos anos».
O treinador é um histórico absoluto, depois de ter ganho estatuto na Andaluzia. O Ceuta perdeu três das suas principais peças: Marcos Fernández, Aisar Ahmed e Youness Lachhab. A missão é dura, mas a força do grupo, empurrada pelas bancadas, será um dos pontos mais fortes do conjunto do norte de África.
Assim como o Ceuta perdeu o seu goleador, também o Albacete viu o seu homem golo partir. Jefté deixou Castilla La Mancha para assinar com o Las Palmas. Toché e Alberto González viveram mais um mercado algo agitado, procurando provar que são uma das melhores duplas da La Liga 2.
José Corpas é uma das novas bandeiras, enquanto Mario Soberón ou Rober González procuram a melhor versão no Carlos Belmonte. Jesús Vallejo decidiu continuar no Albacete, onde voltou a ser feliz. O ex-central do Real Madrid provocou que os jornalistas tomassem mais atenção ao clube manchego durante 2025/26. Já não será uma novidade esta época, mas será o esteio da defesa novamente.


Na Andaluzia, o Córdoba tem uma relação longa com o treinador (como acontece com Ceuta e Albacete). Iván Ania é o ponto forte do projeto e é complicado de explicar como ainda não deu o salto. No Nuevo Arcángel sonha-se com uma nova temporada tranquila, apesar da saída de Adrián Funtes rumo ao Mallorca. Uma equipa que conta com um português. Guilherme Fernandes deixou o Real Bétis para ser o número 1 em outro histórico da região. Diego Bri foi contratado em definitivo ao Atlético Madrid e promete ser o homem chave.
Já ao norte, dentro dos Pirenéus, surge o Andorra, conjunto liderado por Gerard Piqué e que procura afirmar-se na La Liga 2. Um conjunto jovem, que se reforçou com dois elementos experientes, mas com histórias de vida bastante distintas. Pau López procura relançar a sua carreira no Principado e é um dos guarda-redes com maior traquejo da divisão, com duas internacionalizações por Espanha.
Já mais à frente, Jordi Cano viveu uma história inesquecível no Europa, levando a turma do Bairro de Gràcia aos playoffs de promoção. Aos 31 anos terá a sua chance no profissional, após 26 golos em 2025/26. Carles Manso, apesar de ter somente 33 anos, continua deter a confiança da estrutura.
Eldense, Sabadell e Tenerife foram os três clubes promovidos, além do Celta de Vigo B. As equipas dos Países Catalanes procuram a manutenção, com treinadores com rasgos notórios, ainda que mantenham o low-profile. Claudio Barragán carrega consigo a experiência dos seus 62 anos. Ferrán Costa tem apenas 31. Dois opostos com o mesmo objetivo: a sobrevivência.
Tanto Eldense como Sabadell sabem que não possuem os elencos mais fortes da competição. A formação de Elda procurou equipar-se com atletas com experiência no escalão. Pau Cabanes vem do Villarreal para ser a estrela, apesar dos 21 anos. Já nos arredores de Barcelona, a turma do Nova Creu Alta quis dar uma identidade ao plantel, com vários nomes a chegarem provenientes da Catalunha. Edgar González, natural de Sant Joan Despí, foi cedido pelo Almería, procurando regressar à forma que apresentou no Real Bétis. Um defesa que já rendeu uma transferência de quatro milhões e meio de euros.


O Tenerife regressa com outro estatuto. Álvaro Cervera guiou os canários numa passagem rápida pela Primera RFEF, onde a subida era uma mera formalidade. Desde o primeiro minuto entendeu-se quem venceria o Grupo 1, ainda que existissem outros projetos de qualidade.
O clube preocupou-se em manter a base, sendo que ainda podem existir movimentações. Aitor Sanz mantém-se como líder do balneário, aos 41 anos. No entanto, os blanquiazules não deverão ser engolidos pela soberba, nunca esquecendo a descida de 2024/25. Não é por ser um histórico que a manutenção fica automaticamente alcançada. Um projeto com pernas para andar, mas com os pés no chão.
Filiais


Real Sociedad B e Celta de Vigo B têm duas missões neste escalão: sobreviver e formar jovens para terem rendimento no plantel principal. Pellegrino Matarazzo e Claudio Giráldez agradecem ter um escalão secundário numa divisão profissional. As estruturas trabalharam para tal e trata-se de duas canteras reputadas. Espera-se que em 2026/27 as duas produzam frutos.
10 jogadores a seguir
- Sergio Arribas- Almería
- Álex Lizancos- Burgos
- Rafa Cruz- Las Palmas
- Carlos Fernández- Real Oviedo
- Jordi Cano- Andorra
- Hugo Guillamón- Sporting Gijón
- Josep Cerdà- Mallorca
- Izan González- Girona
- David Nzanza- Castellón
- Miguel Atienza- Leganés
