Bruno Pinheiro fez a análise ao desaire do FC Porto frente ao Académico Viseu. O técnico respondeu à pergunta do Bola na Rede em conferência de imprensa.
Bruno Pinheiro analisou a derrota do FC Porto frente ao Académico Viseu por 3-0. O Bola na Rede esteve presente no Estádio do Fontelo e teve a oportunidade de colocar uma questão ao técnico italiano.
Lê também a questão colocada a Francesco Farioli, treinador do FC Porto.
Bola na Rede: Na primeira fase de pressão, colocou um 3 em linha, dando maior liberdade ao Bednarek e ao Kiwior na construção, mas a realidade é que a equipa teve dificuldades em controlar as bolas longas por parte dos centrais do Porto. Para além deste fator, o que considera que falhou nessa primeira parte para o Porto conseguir progredir no terreno? E por outro lado, a a meio da primeira parte, subiu a pressão. Que parte da estratégia procurava implementar a partir desse momento?
Bruno Pinheiro: O FC Porto é muito forte e eficaz no que faz. Tínhamos uma linha de cinco no meio-campo. O FC Porto é muito simples de analisar, o que faz é simples e muito eficaz. Se o adversário pressionar jogam movimentos de apoio e descarregam a bola no jogador livre. se o adversário não pressionar, eles fazem movimentos de rutura e exploram as bolas longas. Tentámos dificultar a construção deles e ativar a pressão até com o extremo do que com o avançado para que depois, quando existisse uma variação de jogo, sair o avançado e estando o extremo mais agressivo, já não permitiria ao FC Porto encontrar jogadores livres. A verdade é que tiveram mais êxito do que o esperado nas bolas longas, nomeadamente no segundo golo. A partir daí, acionei o “plano B”: invertemos a linha de cinco para trás para defender melhor a largura do campo, perdendo capacidade de pressão porque não existia ninguém para defender o Pablo Rosário, a não ser o André Clovis pela frente. A equipa passou a pressionar a partir de um bloco mais baixo, com momentos de pressão alta e forçou o Porto a bater bolas longas, onde fomos ganhando os duelos. Taticamente, nos primeiros 20 minutos, não fomos competentes em conter as bolas longas do FC Porto, o que obrigou a trocar e acho que fomos felizes na troca, com a equipa a tornar-se mais pressionante, mas num bloco mais baixo.

