Bruno Sá debateu com Frederico Varandas para a presidência do Sporting. Candidato ao posto falou do estado do futebol do clube.
No debate para a presidência do Sporting, que podes recordar na íntegra, Bruno Sá e Frederico Varandas debateram vários pontos do clube. O candidato ao lugar de dirigente deixou críticas à gestão de Frederico Varandas do futebol leonino.
«Você é o maior populista que esteve no Sporting. É com este senhor que aqui está. Mandou toda a gente embora e não arranjou alternativa. Os GOA fazem parte da história do clube, tem de haver diálogo. Não se pode ganhar sempre, mesmo quando ganha o senhor não quer falar, imagine quando não ganharmos. Não há diálogo com os GOA, com as pessoas. Saem todos, tiram-se as salas. Só pensa em negócio, não quer saber das pessoas. O grande mentor do projeto de futebol do Frederico Varandas foi Ruben Amorim. Há um pré e há um pós. Recordo-me que o presidente disse há dois anos que não era obrigatório ganhar ao Marselha ou à Atalanta. É normal perder com o Bodo/Glimt. Há um pré Ruben Amorim, com muitos treinadores, depois entregou a academia. Depois do pós Amorim houve o desastre João Pereira, o Rui Borges é muito humilde, não se queixou, mas a corda vai partir. Já se houve os cartilheiros. O ano passado no mercado tivemos o Rui Silva e o Biel com 12 lesionados, este ano no verão substituímos dois grandes jogadores, o Harder e o Gyokeres, por dois jogadores da lista do Amorim, o Suárez e o Ioannidis. Mais um mercado vergonhoso em dezembro, em três frentes e há uma ausência de rumo. O Sporting tem de ter um modelo do clube, o treinador só mais uma pessoa. Temos de ter scouting de excelência, investir na formação, investir em infraestruturas e instalações. O Doutor Frederico Varandas avisou que íamos investir num departamento médico. Queremos ganhar mais e tratar melhor as pessoas. O modelo não pode estar sempre nas mãos do treinador».
«Rui Borges? Tendo em conta o que o doutor Frederico Varandas dá ao Rui Borges e o que ele nos deu, já teria renovado. Eu chegando, teria de analisar e ver os resultados, nunca disse que entrava e renovava. Quando Ruben Amorim saiu, não se percebe escolher o Rui Borges. Com 12 lesionados, se desse dois jogadores, teria de agradecer o carácter e o que ele conseguiu. É por lá que vai partir a corda, basta ouvir o que disseram as pessoas que trabalham com Frederico Varandas na televisão. Não vale a pena fazer leilão de nomes com diretor desportivo, não está a trabalhar, mas começará quando for eleito. As pessoas vivem muito no passado e estão a entender que não há um rumo. Estou preparado para entrar já, mas se não ganhar estarei vigilante. Nenhum presidente ou treinador terá carta branca. Os jogadores que vamos buscar em dezembro têm de conhecer o campeonato português e entrar no onze. Perdemos o Alisson e vieram jogadores que não sabemos o que vão dar. Estamos a ter as dificuldades que se previam. O ano passado 12 lesões, este ano 10. Bragança operado fora do clube, Trincão e Pote tratados fora dos clubes, Ioannidis, Debast, Nuno Santos lesionados. Temos de ir buscar os melhores profissionais. Não percebo se vamos recrutar serviços fora do Sporting. Quando entrar tenho de ir buscar profissionais de excelência e um departamento do Sporting, não como o Frederico Varandas fazia no início do mandato com a sua clínica».
As eleições para a presidência do Sporting estão marcadas para o dia 14 de março. Frederico Varandas, atual presidente leonino e recandidato, e Bruno Sá são os únicos candidatos.

