Carlos Carvalhal destaca importância das equipas B e confidencia: «Em Inglaterra tive seis multas num mês e sugeri que algumas ficassem no nome do adjunto»

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O Bola na Rede está presente no Portugal Football Summit. Carlos Carvalhal falou e destacou a formação em Portugal e o impacto das equipas B.

Carlos Carvalhal foi um dos oradores confirmados no Portugal Football Summit. O treinador, agora sem clube depois da passagem pelo Braga, falou do nível de treinadores e da equipa técnica em Portugal.

«Temos um nível muito alto não só de treinadores como de preparadores físicos, fisiologistas, treinadores de guarda-redes. Também porque os treinadores escrevem livros em Portugal, o que não acontece assim tanto em outros países. Temos uma difusão do conhecimento muito grande em Portugal e um nível de competitividade que nos faz crescer», começou Carlos Carvalhal, antes de contar uma história bem humorada.

«Nos Descobrimentos, nas caravelas espanholas e italianas também ia sempre um português. Em Inglaterra, tive seis multas num mês e sugeri que algumas ficassem no nome do Johnny Conceição [adjunto]. Era impossível lá. Na escola, um miúdo inglês não pia. Nos dizemos orienta-te. Somos mais desenrascados e sabemos juntar pessoas, o portuga leva todos para almoçar», explicou Carlos Carvalhal.

O treinador português falou também do exemplo das equipas B e destacou vários casos de sucesso na formação, de Roger Fernandes a Gabri Veiga.

«O Braga, por exemplo, tinha uma academia de excelência. Entre Vitinha, Roger e Rodrigo Gomes estamos a falar de 75 milhões de euros. As academias ajudam muito e e há uma coisa que sempre reconheci: nunca tive um jogador de equipa B que me desiludisse. Tanto em Braga como no Rio Ave, no Celta de Vigo também, onde potenciámos o Gabri Veiga. É importante não distingui-los dos outros jogadores. O Diego é um excelente exemplo. Estreou-se na equipa A como titular no Estádio da Luz e não teve um tratamento excecional. Disse-lhe que tinha total confiança nele, tal como disse aos outros», destacou o treinador, que abordou ainda o descanso e os dias de recuperação.

«O Vítor Frade estava adiantado no tempo 30 anos. Vimos esta questão do Mundial do Clubes, com o Benfica a ter só 15 dias de preparação. Vamos ter cada vez menos tempo para treinar, algo que o Frade já avisava. Quanto menos tempo tivermos, mais teremos de utilizá-lo para fundamentos táticos. Se não tiver isso cimentado, não vamos fazê-lo a jogar de três em três dias. E teremos de mexer o mínimo possível nas pernas dos jogadores, apesar da pressão dos clubes, dando mais descanso», concluiu Carlos Carvalhal.

O Bola na Rede está na Cidade do Futebol para acompanhar o Portugal Football Summit. Acompanha tudo sobre o evento.

Diogo Ribeiro
Diogo Ribeirohttp://www.bolanarede.pt
O Diogo tem formação em Ciências da Comunicação, Jornalismo e 4-4-2 losango. Acredita que nem tudo gira à volta do futebol, mas que o mundo fica muito mais bonito quando a bola começa a girar.

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