Carlos Vicens analisa pormenores táticos da goleada e ainda não pensa na final da Europa League: «Pés no chão»

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Carlos Vicens reagiu à vitória do Braga diante do Ferencváros, na segunda mão dos oitavos-de-final da Europa League.

Carlos Vicens analisou a vitória do Braga frente ao Ferencváros por 4-0 na segunda mão dos oitavos-de-final da Europa League. O técnico dos gverreiros começou por destacar o triunfo:

«O que tentamos como treinadores é que os jogadores nos sigam. O treinador tenta transmitir sempre o que acha que vai ajudar a equipa. Também temos um rival pela frente com um treinador que vai tentar transmitir confiança e uma mensagem aos seus jogadores. É essa a beleza do desporto. Hoje tocou-nos a vitória e estamos muito felizes, juntámos 15 mil pessoas a uma hora difícil. Contentes por somar a vitória».

«Ferencváros sem plano B? É uma pergunta para o Robbie. O acerto é muito importante. Aos cinco minutos, no jogo de ida, o Ricardo Horta podia finalizar a bola e nessa jogada tudo mudaria. Falámos em equipa, não gostei do jogo. O meu foco esteve seis dias no jogo, pensas muito no jogo. Havia coisas a ajustar. Falámos de segundas bolas, de agressividade nos duelos e hoje notou-se isso. O Ferencváros lá impôs-se por isso. Nós vivemos muito da pressão no campo rival. A equipa captou a mensagem. Ao intervalo insistimos no mesmo. Temos de ter plano B, mas temos de manter a energia. Sem ela, somos muito mais débeis».

«Entrada de Gabri Martínez e aproveitamento do lado esquerdo do Ferencváros? A pressão alta e HxH do Ferencváros fazia-nos ter duas coisas claras: ter bola para ter processo e sem uma ameaça nas costas dos centrais era mais difícil. O único livre era o GR, e era preciso ter algo mais. Não podíamos depender apenas dele. Fazia três ou quatro desmarcações e terminava. Gente de segunda linha também precisava de as fazer».

«Pau Víctor? É mais um jogador de entrelinhas, para jogar e dar continuidade ao jogo. Também sabe que não pode deixar de ser um ponta de lança, também tem de entender os momentos em que pode receber ou gerar movimentos. Gorby? Na ida, deixámos o João muito sozinho, não ajudámos o João na segunda bola. Sabia que tinha de estar mais perto para ter maior consistência».

«Final da Europa League? Pés no chão. Tenho de recuperar os rapazes, três ou quatro terminaram com cãibras. Domingo temos mais um jogo exigente do ponto de vista físico. Nestes jogos podemos gerar dinâmicas para provocar dano aos rivais. Há jogos em que dependem dos nossos erros, o FC Porto vai assumir o jogo. Vai ser um jogo com mais ritmo, mas depois do jogo de hoje há que recuperar».

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