O Alverca recebeu o Braga num duelo a contar para a quinta jornada da Primeira Liga. Carlos Vicens fez a análise da partida em conferência de imprensa.
Após a vitória do Braga frente ao Alverca por 2-1, Carlos Vicens faz a análise ao jogo em conferência de imprensa.
Sobre a lesão na perna direita de um jogador e a análise geral da partida, respondeu:
«Antes do jogo contra o Vitória, ele sofreu uma pancada, uma pancada que o limitou um pouco. As opções eram diversas, creio que ele estava fresco, mas optámos por precaver uma possível lesão, pois não há lesão, simplesmente há aquela pequena sobrecarga que gerimos para que ele estivesse disponível»
«Sobre a análise do jogo, creio que foi uma clara situação de controlo, dominamos perante um rival consciente. Na primeira parte faltou-nos contundência e energia. Com as substituições, impusemo-nos, e creio que foi um pouco a diferença em relação à primeira parte, na qual nos faltou algum ímpeto, alguma determinação, e o adversário não nos permitiu marcar. Creio que na primeira vez que eles chegam ao nosso meio-campo é com um penálti, e ficamos a perder, o que acho que não merecíamos. No entanto, a equipa soube dar a volta à situação hoje, demonstrou determinação, e depois vimos como sofremos um terceiro golo… Temos de aprender a passar menos por isto, coisas que criam ruído na área sem que haja realmente ocasiões de golo, mas é o futebol e temos de evitar que aconteça».
Sobre os objetivos das três substituições feitas ao intervalo (se procurava energia nova ou outras características), respondeu:
«Sim, em primeiro lugar com o Fran, ter presença junto ao rival… ver que as suas características iriam colocar em alerta os defesas centrais adversários, de modo a libertar espaços interiores. Também com o Gabri Martínez no lado esquerdo, na primeira parte tentámos tanto com o Diego como com o Travassos, e na segunda parte procurámos ter mais energia com o Pau [Víctor] e com o Martínez, conseguindo ser mais agressivos e empurrar o rival, e também com o Adrián…».
Sobre as alterações táticas ao intervalo (incluindo o posicionamento de Paul Víctor, Gabri Martínez e Fran Navarro), respondeu:
«Uma energia diferente no lado esquerdo, a relação entre o Paul Víctor e o Martínez para explorar isso e dar profundidade, inclusivamente com a opção de ponta-de-lança. O primeiro golo foi, na verdade, fruto de uma preponderância desse lado, porque eles estavam lá. Na segunda parte insistimos, mas sem atacar apenas por um lado; atacámos pelo outro, mantendo a presença na área com o Fran e com o Paul…».
Sobre a mobilidade e influência de Paul Víctor na frente de ataque (se se perde um bocado do seu jogo quando fica fixo), respondeu:
«Não, o Paul nunca deixa de ter mobilidade, o Paul é um jogador que tem mobilidade. Está sempre em busca de espaços para poder receber, por isso nunca o utilizamos realmente como um fixador de defesas centrais. O que aconteceu na primeira parte com o nosso esforço é que, com pouca necessidade de ir de um lado ou de outro a atacar no último terço, o Paul necessitou de jogar entre linhas para poder receber. Mas se ele o fizesse e tu terminasses na área, estavas muito longe de poder finalizar. O que aconteceu foi que, nessas aproximações, de um lado ou de outro, faltou determinação; a bola podia realmente chegar para finalizar as ações».
«E a verdade é que dou muito valor e creio que o que aconteceu na primeira parte foi mérito do rival. Se estamos aqui e fizemos as substituições, foi porque elas trouxeram coisas boas para os companheiros. A realidade é que, com tudo o que aconteceu na primeira parte no nosso lado esquerdo e no nosso lado direito, o trabalho de ambos os que saíram foi importante, mas os que entraram conseguiram convertê-lo em algo determinante. Mas somos uma equipa, então acho que não podemos contar uma história ou contar outra. O que aconteceu na segunda parte é fruto do que foi acontecendo na primeira parte e de funcionar, determinar na área, conseguir criar ocasiões de golo… e conseguimos».

