O Braga saiu derrotado da final da Taça da Liga, ao perder por 2-1 frente ao Vitória SC. Carlos Vicens respondeu à questão do Bola na Rede em conferência de imprensa.
Carlos Vicens analisou a derrota do SC Braga frente ao Vitória SC por 2-1, na final da Taça da Liga. O Bola na Rede esteve presente no Estádio Dr. Magalhães Pessoa, em Leiria, e, no final do encontro, teve a oportunidade de colocar uma questão ao treinador dos bracarenses.
Lê também a questão colocada a Luís Pinto, treinador do Vitória SC.
Bola na Rede: O Braga foi encontrando muito espaço nos três corredores na primeira parte e foi ativando a parceria entre Zalazar e Ricardo Horta no corredor esquerdo. Pergunto-lhe quais foram os fatores-chave para o Braga conseguir encontrar esse espaço, muitas vezes até nas costas dos médios do Vitória. E, olhando para o que foi a segunda parte do jogo, gostaria também de perguntar se a saída do Grillitsch acabou por ser prematura face ao rumo que o encontro tomou?
Carlos Vicens: Quando sabes que tens um dos teus médios com cartão amarelo e, ainda por cima, estava a fazer esforços defensivos que, às vezes, lhe exigiam tentar roubar a bola e, numa dessas, se chega meio segundo tarde, pode custar um segundo amarelo. Numa final, tentamos assumir o mínimo risco possível e evitar ficar a jogar com 10. Sem o cartão amarelo, o Grillitsch teria ficado mais tempo em campo.
Com bola, sabíamos que, tendo o Víctor de um lado, na ligação com o Rodrigo, e do outro a relação entre o Mário e o Ricardo, bem como a possibilidade de trocar os dois jogadores de fora, sobretudo o Rodrigo Zalazar e o Mário Dorgeles, isso permitia-nos dar variabilidade ao nosso ataque, mantendo controlo e ameaça em ambos os lados. Sabíamos que, para lá chegar, teríamos de ter paciência, saber procurar por dentro para depois ir por fora, e creio que, na primeira parte, conseguimos. Daí vieram as oportunidades que fomos tendo. Fizemos também uma boa pressão na primeira parte, que nos permitiu roubar a bola ao adversário no seu meio-campo e deu-nos a oportunidade de continuar a atacar. Infelizmente, não fomos capazes de converter isso num rendimento maior no jogo, porque creio que, numa final, se começas a ganhar e depois marcas o segundo golo, tanto no final da primeira parte como no início da segunda, isso afeta muito o adversário a nível anímico. E não o conseguimos fazer, e acho que foi isso que nos acabou por condenar hoje. Ainda assim, a equipa acabou por criar várias oportunidades e, mesmo assim, não tivemos essa fortuna para poder empatar e, pelo menos, ir aos penáltis. É seguir em frente, continuar a melhorar, porque esta equipa tem margem de evolução e vai continuar a demonstrá-lo.

