O Boavista vai deixar de existir no final de julho e o fecho de portas do clube do Bessa tem sido notícia a nível internacional.
O Boavista está obrigado a encerrar atividade no final deste mês, depois de não ter realizado o pagamento mensal de 55 mil euros que permitia que o processo de insolvência fosse colocado em prática. A notícia causou alguma surpresa fora de Portugal, com vários artigos dedicados ao tema.
O Diario Sport explica que o conjunto do Bessa estava condenado a este final:
«A Primeira Liga é provavelmente uma das mais desequilibradas da Europa. Fundada em 1934, ao longo de mais de 90 épocas, os clubes candidatos ao título têm sido sempre os mesmos três: o Benfica, o Sporting de Portugal e o Porto. Tal é a hegemonia que apenas mais duas equipas conseguiram vencer a Liga: o Belenenses, em 1946, e o Boavista, em 2001. Em breve, apenas o primeiro permanecerá em atividade, uma vez que o Boavista será obrigado a desaparecer completamente a partir de 31 de julho, devido ao elevado montante de dívidas financeiras acumuladas pelo clube».
No mesmo artigo, é visado Gérard López, que foi proprietário do Barcelona e do Bordéus, deixando os dois conjuntos com dificuldades em sobreviver:
«Esta notícia surge praticamente ao mesmo tempo que o rebaixamento do Bordéus para a Sexta Divisão francesa. E a verdade é que não é por acaso: ambos os clubes têm como proprietário Gérard López, um empresário luxemburguês que não se destaca especialmente pela gestão financeira. Estes dois casos desastrosos juntam-se ao do Mouscron, equipa belga que ele já fez desaparecer devido ao excesso de dívidas».
Ainda assim, o Sport refere que os adeptos vão manter-se fiéis:
«O Boavista desaparecerá definitivamente a 31 de julho, mas a verdade é que os seus adeptos já antecipavam que isto iria acontecer, pois assim que se soube que iriam jogar em divisões regionais, foi criado o Panteras Negras, uma equipa fundada por adeptos críticos em relação à gestão da direção. O Boavista morre, mas os seus adeptos continuarão presentes, mesmo que sejam obrigados a fazê-lo sob um novo emblema».

