O Sporting venceu o Alverca por 4-1 na 27.ª jornada. Custódio Castro analisou o jogo e respondeu ao Bola na Rede.
No rescaldo da derrota do Alverca por 1-4 diante do Sporting, em jogo da 27ª jornada da Primeira Liga, Custódio Castro, treinador dos ribatejanos, respondeu à questão colocada pelo Bola na Rede.
Lê também a questão colocada a Rui Borges, treinador do Sporting.
Bola na Rede: Através de um bloco subido e de uma marcação tendencialmente individual e apertada aos principais criativos do Sporting, o Alverca procurou condicionar o jogo mais associativo e entrelinhas dos leões. Mas, na segunda parte, especialmente o Luis Suárez explorou com sucesso o ataque ao espaço. De que forma o mister acha que teria sido possível controlar melhor a profundidade e, em simultâneo, continuar a condicionar esse jogo mais associativo?
Custódio Castro: É um facto. Repare, nós tentámos fazer isso mais quando a bola ou era atrasada ou quando partia da bola parada, do pontapé de baliza. Nós tentávamos, com essas pressões frontais, fechar o lado, sabendo que podíamos deixar ou não o lateral contrário livre e tentar criar uma superioridade. Nós sabemos que o Suárez é forte naquilo que é o ataque à profundidade. Depois é um jogador que trabalha bastante, seja em apoio frontal, seja em profundidade. A verdade é que – e eu acho que ainda carece de uma análise mais profunda – não podemos subtrair jogadores naquilo que é a nossa pressão. Eu sinto que não estivemos todos ‘top’ na pressão, principalmente, dos homens da frente. Não estivemos ‘top’, mas, bem, vamos analisar e vamos perceber isso. Nós sabemos dos jogadores do Sporting e deste jogo associativo que eles têm. Eles acabam por jogar com muito pouco espaço, por ter essa capacidade, mas também se provou que é possível pressionar, que é possível recuperar bolas em cima e nós acabámos por fazer isso na primeira parte, uma ou outra vez. Agora, é difícil também ter esta consistência contra este tipo de jogadores. Mas nós tentámos. Não queríamos ser demasiado passivos – e eu acho que acabámos por ser um bocadinho nos primeiros 20 minutos – e depois acabámos por crescer um bocadinho no jogo. Ainda tivemos a oportunidade do Sandro [Lima], que podia ter sido o 1-1, porque a primeira parte não foi um jogo com muitas oportunidades. Mas, sim, havia essa intenção.

