Custódio Castro responde ao Bola na Rede: «Quantas vezes é que íamos ser capazes de fazer isso aqui e a que velocidade? Aí entra a importância dos nossos centrais de fora»

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Custódio Castro analisou a derrota do Alverca contra o Benfica. O treinador respondeu à pergunta do Bola na Rede.

O Benfica venceu o Alverca por 2-1 na 21.ª jornada da Primeira Liga. O Bola na Rede esteve no Estádio da Luz e, em conferência de imprensa, teve a oportunidade de colocar uma pergunta a Custódio Castro, treinador dos ribatejanos.

Lê também a questão e relativa resposta de José Mourinho.

Bola na Rede: Já falou de um Alverca que por vezes tinha de descer o bloco, mas a verdade é que a estratégia base da partida não contemplava necessariamente essa descida. Quão importante são as características individuais do Naves e do Meupiyou, particularmente a velocidade, para o Alverca poder arriscar e defender um bocadinho mais alto em campo.

Custódio Castro: Eles eram muito importantes. É muito importante. Era diferente defender direita e esquerda. Sabemos que à esquerda, muitas vezes o Dahl joga um pouco mais baixo, parece uma construção a três, tombado à esquerda. Às vezes entra lá um médio quando o Dahl sobe. Não sabíamos quem era o lateral que ia jogar à direita, mas sabemos que à esquerda o Dahl aproveita muito bem aqueles movimentos de trás para a frente e que íamos bater muito com o Figueiredo, com o Marezi a sair no central da esquerda e o Chiquinho a sair no outro central. O Prestianni acaba por vir muito dentro e no lado esquerdo [do Alverca] podia bater muito lateral com lateral. Não sabia se o Dedic se o Banjaqui, acabou por ser o Sidny. O ataque pela esquerda e pela direita também seria sempre diferente, até porque tentámos uma dupla largura. Não sabíamos se o Prestianni iria sair no central da esquerda. Se não saísse, sabíamos que iríamos construir em 3+2 com os médios próximos da pressão e poderíamos ter vantagem com os centrais de fora e eles poderiam abrir um bocadinho mais. Se o Prestianni saísse, podíamos ter uma dupla largura com o Chiquinho e velocidade no corredor esquerdo para aproveitar isso. Mas quantas vezes é que íamos ser capazes de fazer isso aqui e a que velocidade? Aí entra a importância dos nossos centrais de fora não jogarem muito abertos para que a velocidade da bola fosse maior. Têm muito importância na estratégia. É a base do jogo e seria a base da estratégia em termos de espaços.

Diogo Ribeiro
Diogo Ribeirohttp://www.bolanarede.pt
O Diogo tem formação em Ciências da Comunicação, Jornalismo e 4-4-2 losango. Acredita que nem tudo gira à volta do futebol, mas que o mundo fica muito mais bonito quando a bola começa a girar.

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