Deco, em entrevista ao Globo Esporte, abordou a saída do Barcelona, apontou Mourinho como um revolucionário no FC Porto e garantiu ter a consciência tranquila sobre o seu processo de naturalização por Portugal.
Em entrevista ao portal brasileiro ge, Deco passou a carreira em revista. O antigo internacional português falou sobre a sua saída do Barcelona, motivada pela reestruturação de Pep Guardiola, mas centrou as atenções na sua ligação a Portugal.
Sobre a naturalização, consumada em 2003, o atual diretor desportivo dos catalães deitou por terra qualquer arrependimento e garantiu ter sido um passo ponderado. «Não teve nada a ver com o Felipão, a decisão já estava tomada», frisou. Deco explicou que Luiz Felipe Scolari foi fundamental para quebrar o gelo e unir o balneário da Seleção Nacional, numa altura em que a rivalidade entre FC Porto e Benfica ditava as regras.
O período no FC Porto também esteve em cima da mesa. Deco apontou José Mourinho como um treinador ‘revolucionário’ que mudou a mentalidade nacional, provando ser possível bater o pé na Europa. O ex-médio desvendou ainda que tinha uma proposta do Barcelona antes de vencer a Liga dos Campeões (2003/04), mas o presidente portista fechou-lhe a porta à saída com a promessa de o negociar no verão seguinte.
A fechar, Deco recordou o sabor amargo da final do Euro 2004 e destacou a ética de trabalho de Cristiano Ronaldo:
«Para mim, foi o indivíduo mais obcecado pela evolução. Essa característica fez dele um dos maiores jogadores da história».

