A Argentina joga esta quinta-feira frente à Bolívia e no domingo frente ao Burkina Faso. Lionel Messi vai estar ausente e Lionel Scaloni garantiu que ninguém vai usar a camisola 10 até à saída do astro argentino.
Lionel Scaloni, selecionador da Argentina, afirmou que nenhum jogador vai vestir a camisola 10 antes do último jogo de Lionel Messi. Em conferência de imprensa realizada na antevisão do encontro particular diante da Bolívia, Lionel Scaloni, analisou vários temas da atualidade da seleção da Argentina, desde as negociações para a sua renovação até à gestão do grupo na ausência de Lionel Messi.
Lionel Scaloni confirmou que estão em curso conversas com Claudio Tapia, presidente da Associação do Futebol Argentino, para a renovação de contrato:
«Reunimo-nos para ver se conseguimos avançar e chegar a um acordo. Acabámos de começar a falar e tentaremos conversar durante estes dias, embora tenhamos jogos pela frente. É uma questão de alcançar um entendimento. A predisposição existe e isso é o mais importante. Quando tivermos algo definido, comunicaremos.O aspeto desportivo é fundamental, analisar o que nos resta e o que vem a seguir. Estamos entusiasmados com isso e é o que nos faz querer chegar a acordo. Caso contrário, se não visse a possibilidade de competir e construir algo bonito, não me teria sentado para falar».
A Argentina recebe esta quinta-feira a Bolívia e domingo recebe o Burkina Faso. O astro Lionel Messi vai estar ausente e só irá disputar o jogo frente ao Benim, no dia 7 de outubro em Buenos Aires. Este será o último jogo de Lionel Messi com a camisola albiceleste. Com isto, o técnico argentino deixou claro:
«Ninguém vai vestir o 10 do Leo [Messi] por enquanto. Até ser o jogo de despedida do Leo, não daremos o 10 a ninguém. A partir daí, veremos. A ideia é que fique para um jogador, com tudo de bonito que isso acarreta. Além de jogador, dentro e fora do campo ele gera algo que nunca vi em mais ninguém. Claro que será difícil, mas temos pessoas que podem assumir essa liderança, gente boa, que é o essencial».
No que diz respeito ao futuro, a ambição competitiva mantém-se:
«Vamos sempre competir, isso tenho muito claro. Há matéria-prima, a fome continua presente e nenhum futebolista disse que aproveitava esta data FIFA para não vir, o que é um bom sinal. Enquanto virmos isso, temos a garantia de que vamos competir contra todos. Também o temos no nosso ADN».

