O Torreense e o Casa Pia empataram por 0-0 na primeira mão dos playoffs da Primeira Liga. Eis os quatro destaques do jogo.
Dany Jean: É um desconcerto total para as defesas adversárias. Mesmo com a marcação apertada de João Goulart, que procurava colocar o extremo do Haiti o mais longe da baliza possível, arranjou formas para se desenvencilhar e galgar metros. Beneficia, num primeiro momento, da agilidade com que se movimenta e, num segundo, da capacidade de drible e de condução a alta velocidade.
Javi Vázquez: É bem mais que um lateral esquerdo para a equipa do Torreense. Também tem a capacidade de chegar por fora e de procurar a linha de fundo para cruzar, mas prefere ser uma espécie de construtor a partir do corredor. Foram várias as situações em que, como um registra, procurou acalmar a equipa e priorizar as saídas mais curtas e organizadas. A batida na bola para o cruzamento é entusiasmante.
Lawrence Ofori: É o motor do Casa Pia. Não é um criativo puro nem o quer ser, mas consegue fazer o simples e ajudar os gansos com e sem bola. Com bola, não tem medo de olhar para a frente e é capaz de oferecer segurança quando necessário. Sem bola, onde mais se destaca, vence duelos, cobre vastas porções do terreno e impede o adversário de jogar. Um dos mais importantes na equipa de Álvaro Pacheco. Nota-se o raio de ação quando, depois de uma expulsão, assume quase sozinho o meio-campo defensivo por um período de tempo.
Khaly x Musa Drammeh: Nenhum dos dois esteve furos acima do outro, mas foi um dos duelos que fez faísca. A marcação individual do central brasileiro ao avançado gambiano. Regra geral, o defesa conseguiu controlar a proatividade do avançado – quer nos duelos aéreos quer na procura do espaço – mas nas situações em que foi ultrapassado, deu sempre perigo. Um dos microduelos dentro de um duelo maior.



