Portugal venceu o Uzbequistão por 5-0 na segunda jornada do Mundial 2026. Eis os cinco destaques da vitória nacional.
Cristiano Ronaldo: Mais do que contestar a presença ou não de Cristiano Ronaldo, os questionamentos devem refletir, nesta fase, onde e em que modos é que o capitão pode mais contribuir no jogo de Portugal. Nesta versão, que privilegia as desmarcações e o sentido posicional – os golos vêm de acréscimo – pode continuar a ser solução clara, como é claro. Os golos ajudam a aliviar alguma pressão e, principalmente, algum peso que já se estava a fazer sentir.
Nuno Mendes: As relações nos corredores foram a melhor coisa que o jogo de Portugal teve. À esquerda, Nuno Mendes fez uma exibição de impacto total, ocupando o corredor como uma verdadeira locomotiva. Com João Félix, já lá vamos, mais por dentro, tem liberdade para se projetar e chegar de frente para trás, na sua melhor versão. Defensivamente, oferece múltiplas soluções na pressão. Ainda marcou um golo de livre direto.
João Félix: Traz algo muito importante ao jogo de Portugal. Diante da RD Congo sentiu-se demasiado a falta de um elemento que acrescentasse esta qualidade em espaços curtos ao jogo da seleção e que evitasse a tendência para exteriorizar jogo. Para lá da capacidade para se desenvencilhar de adversários, consegue também enquadrar os colegas e dar ritmo ao jogo. Fundamental no terceiro jogo a facilitar a jogada e a abrir o campo.
João Cancelo: Não será o nome mais destacado depois do triunfo, mas foi um dos jogadores que mais beneficiou das mudanças da primeira para a segunda jornada. Com Pedro Neto a abrir, conseguiu jogar em terrenos mais interiores, começando mais baixo, mas projetando. É um lateral pleno de recursos técnicos, nomeadamente no cruzamento, e fez-se valer disso para ser decisivo. Uma assistência brutal no primeiro golo de Portugal.
Bruno Fernandes: Mesmo partindo de posições mais adiantadas, conseguiu muito maior envolvimento no jogo de Portugal. Quanto mais de Bruno Fernandes houver no terço ofensivo, maior será a capacidade portuguesa de criar desequilíbrios no terço ofensivo. Tem uma batida na bola, no passe e na capacidade de abrir o jogo e lançar na profundidade, do melhor que por aí se vê. Ainda terminou o jogo a fechar à esquerda.

