Colômbia e Portugal empataram por 0-0 na última jornada do Mundial 2026. Eis os cinco destaques do encontro.
Renato Veiga: A Colômbia lançou Jhon Córdoba para ter uma referência para jogo mais direto e usou a fisicalidade do avançado como mais-valia. Só não causou mais estragos porque Renato Veiga fez uma exibição muito sólida nos duelos individuais e pleno de sobriedade nas ações defensivas. Evitou males maiores.
Diogo Costa: Fundamental para o prolongar do 0-0 para Portugal. Acumulou uma série de defesas muito importantes, aparecendo quando todas as resistências portuguesas eram ultrapassadas. Várias intervenções de alto nível. Sobre o protagonismo que teve, já são outras questões.
James Rodríguez: Tecnicamente, é um tratado. Aos 34 anos é um jogador bem diferente daquele que chegou a Portugal, menos dinâmico e abrangente, mas continua a manter intactas as capacidades com bola. A Colômbia quer proteger o seu elemento mais criativo, com compensações constantes de Gustavo Puerta, e percebe-se o porquê. Jogou constantemente sem uma marcação próxima, de frente para o jogo e com tempo e espaço para soltar passes.
Jhon Arias: Sem Daniel Muñoz para fazer todo o corredor direito, o jogador do Palmeiras ganhou ainda mais abrangência em campo. É, nesta fase da carreira, um pensador de jogo com privilégio ao corredor central, mas conseguiu funcionar também de fora para dentro, com muita mobilidade como é apanágio do jogo colombiano.
Gustavo Puerta: A dinâmica de compensação a James Rodríguez já foi destacada, mas o médio colombiano merece um lugar apenas para si. Uma brutalidade de jogador. Aos 22 anos, dará o salto em breve. Impressionante a capacidade física para preencher o campo e técnica no reportório de ações. Desta vez, nem abriu tanto à direita, mas por dentro organizou o jogo e andou por todo o lado.

